Não amo ninguém
Parece incrível
Não amo ninguém
E é só amor... que eu respiro
É noite, já é quase uma "Não amo ninguém!" e não esqueço disso
Não amo ninguém, toda hora repito isso!
Não só isso, mas também "É só amor que eu respiro!" Não me tiro disso.
Como é que é. isso tá chato, não some. É que nem fome
É só amor que eu respiro... até que demorou, tô me distraindo
E é quando eu sou traído: ...é só o amor que eu respiro!
Respiro do verbo respirar, de respirava... Res... pirar
Res... pública! Res... Pirar! Digo isso enquanto eu respiro
É o quanto eu respiro... o que tiro do ar; é o ar que eu respiro
E é amor o que eu respiro... amor que eu respiro
É só amor que eu respiro, e não amo ninguém
Parece incrível, não amar ninguém com o amor que eu respiro
Seria incrível, respirar com alguém o amor que eu sinto
De amores que se respiram, de amor... um desses incrível!
Amor crível de que
Incrível é o amor
(Inspirado na música "Não Amo Ninguém" de Cazuza)
09/07/09
Quinta-feira, 9 de Julho de 2009
Sábado, 27 de Junho de 2009
Liberté
Vivo
Não que eu esteja entendendo
Mas vivo, mais por me fazer
Do que pelo o que acabo sendo
Neste momento me pego atento
À esta infinidade, meu cotidiano
Nesta São Paulo, metrópole de nome santo
Na Curitiba, em que estou me levando
No Rio, de pai e mãe me esperando
De meus olhos
Vista seca e convícta
Que me firmo em Brasil
De Guanabara ao Guaíra
Passando pela Paulista
Me amo brasileiro
Conforto miscigenado de um país inteiro
Ao morrer, terei meus dias
Pra te dar, país meu
Coberto, por meu peito aberto
Eterno, meu avô, pai, filho e neto
Meu inverso, terminal fronteira do universo
Seus poucos cientistas e poetas
Seus contornos atlânticos e amazônicos
Pampas, carroças, inédito Pantanal
O Sertão, nada mais nordestino
Amor que não se evita, indefectível armadilha
Para alguém como eu, indiozinho pós-moderno
E todos meus sonhos de menino
Igualité meu carnaval
Liberté me cubra em manguezal
Haja fraternité na falta de moral
Lisboa que seria do Brasil
Se amanhecesse no Senegal
Estrameço na babel que é meu berço
Envelheço, no piscar de olhos, em segredo
E me esqueço, do que, suposto, deveria ser
23/06/09
Não que eu esteja entendendo
Mas vivo, mais por me fazer
Do que pelo o que acabo sendo
Neste momento me pego atento
À esta infinidade, meu cotidiano
Nesta São Paulo, metrópole de nome santo
Na Curitiba, em que estou me levando
No Rio, de pai e mãe me esperando
De meus olhos
Vista seca e convícta
Que me firmo em Brasil
De Guanabara ao Guaíra
Passando pela Paulista
Me amo brasileiro
Conforto miscigenado de um país inteiro
Ao morrer, terei meus dias
Pra te dar, país meu
Coberto, por meu peito aberto
Eterno, meu avô, pai, filho e neto
Meu inverso, terminal fronteira do universo
Seus poucos cientistas e poetas
Seus contornos atlânticos e amazônicos
Pampas, carroças, inédito Pantanal
O Sertão, nada mais nordestino
Amor que não se evita, indefectível armadilha
Para alguém como eu, indiozinho pós-moderno
E todos meus sonhos de menino
Igualité meu carnaval
Liberté me cubra em manguezal
Haja fraternité na falta de moral
Lisboa que seria do Brasil
Se amanhecesse no Senegal
Estrameço na babel que é meu berço
Envelheço, no piscar de olhos, em segredo
E me esqueço, do que, suposto, deveria ser
23/06/09
Segunda-feira, 22 de Junho de 2009
Minha Cidade
É onde estou...
Esta cidade não tem nome
Não lhe deram, pois não lhe coube
Tem agora vinte ou trinta habitantes
Olho para eles, me encontro, não há mal assombro
Os escuto como um menino novo, que se assusta com todo tombo
Eles falam como eu desejo falar, escrevem e contam de novidades do mundo
Fazem existir essa cidade, e vejo que agora , moro aqui
A cidade esta enchendo, crescendo
Se estou surpreso? nao, nao por isso
Eles vao chegando e a cidade esta ficando bem cheia
Somos e me sinto como eu uma taba, um oásis, uma aldeia
Esta mesa grande que há no centro tem braços elevados por todo o mundo
Escuto historias e vejo caras, que nesse momento entendo, são o meu destino
Subitamente, por acaso, vim parar neste macrocosmo pequenino
Coberto de vontade, dúvidas e curiosidade, vou ficar no meu canto, aprendendo
Com os maiores, seres já fortes, o que eles vieram me contar
Completarei meus dias fora daqui com saudade, dessa tal cidade
Cidade de múltiplos, de um tempo sem fuso
Cidade única no mundo, sem dono e sem rumo
Cidade minha, cidade sozinha, no meio das tantas outras lá de fora
Cidade que me faz ver o que vejo agora
Cidade que nao diz onde irá sua história, estou bobo, estou roxo, nao tenho sono, me sinto teu dono
Nao irei alem do que já disse, pois cidade minha, vc ja existe, dentro de seus filhos efêmeros
Seres que nos sabemos, voltarei em uma nova, e trarei algo de ti e levar-te-ei para longe daqui
Esta cidade não tem nome
Não lhe deram, pois não lhe coube
Tem agora vinte ou trinta habitantes
Olho para eles, me encontro, não há mal assombro
Os escuto como um menino novo, que se assusta com todo tombo
Eles falam como eu desejo falar, escrevem e contam de novidades do mundo
Fazem existir essa cidade, e vejo que agora , moro aqui
A cidade esta enchendo, crescendo
Se estou surpreso? nao, nao por isso
Eles vao chegando e a cidade esta ficando bem cheia
Somos e me sinto como eu uma taba, um oásis, uma aldeia
Esta mesa grande que há no centro tem braços elevados por todo o mundo
Escuto historias e vejo caras, que nesse momento entendo, são o meu destino
Subitamente, por acaso, vim parar neste macrocosmo pequenino
Coberto de vontade, dúvidas e curiosidade, vou ficar no meu canto, aprendendo
Com os maiores, seres já fortes, o que eles vieram me contar
Completarei meus dias fora daqui com saudade, dessa tal cidade
Cidade de múltiplos, de um tempo sem fuso
Cidade única no mundo, sem dono e sem rumo
Cidade minha, cidade sozinha, no meio das tantas outras lá de fora
Cidade que me faz ver o que vejo agora
Cidade que nao diz onde irá sua história, estou bobo, estou roxo, nao tenho sono, me sinto teu dono
Nao irei alem do que já disse, pois cidade minha, vc ja existe, dentro de seus filhos efêmeros
Seres que nos sabemos, voltarei em uma nova, e trarei algo de ti e levar-te-ei para longe daqui
Quinta-feira, 14 de Maio de 2009
Por falar de amor onde está você II
Por falar de amor onde está você
No vento de uma flecha
Numa vida curta, luz estreita, de uma brecha
Meu coração que bate seco, posto seu último beijo, em minha testa
Mas já agora ano novo, me vejo envolto
De um sonho novo, mergulho surdo e corro louco
Bandeira branca, faço da paz um pouco
Atômico descaminhar, é lento sufoco
De uma humanidade do sem pensar
Do te quero morto
De poderes que condizem, e que não me envolvo
Me crio solto
Mas tomo soco, buscara sol e uma amada, tanto e tão pouco
Não há diálogo ou comédia, se o mar, revolto
Meu Brasil é Espanha nos museus, e Jamaica sem almoço
Somos casas entre árvores. mas sem último reboco
Somos músicas copiadas, altas, tanto que nem ouço
Somos narizes finos, estéticos, e dedos magros, no osso
Somos de outro dia, na chuva criados, fodidos
Somos pintura sem esboço
Somos Lampião e Zumbi, somos Zé do Caroço
Somos romance, menos chic que o tango argentino, somos o fundo do poço
Somos meninas nas estradas, vendidas por um troco
Somos Ney, Cazuza e Renato Russo, bichas assumidas, anjos roucos
Somos a mídia fingidinha, somos normalzinho, povo escroto
Somos o transtorno, caos urbano, religiões de consolo
Somos bostas, vivemos de costas, cheios de não pode
Cheios de não mostra
E seguimos sem pincéis, amordaçados
Somos atores sem papeis
Somos o trigo que nunca vira pão
Somos o senado, a política, o caveirão
Somos exóticos seres dos trópicos
Somos o País Ipanema
Somos Yemanjá For Export
Somos o seio e bunda de Iracema
Somos um pouquinho de cada curva do mundo
Somos um bebê lindo, somos a dama e milhões de vagabundos
Somos rendidos, somos arrependidos
Não somos americanos, não fomos o povo escolhido
Não somos o primo ariano, não somos a prima Uganda
Somos corte, somos sorte
Somos Pindorama
Somos esse amor forte
Somos quem esquece de amar
E somos quem nos ama
Somos o ainda, o antes, e o além... da morte
No vento de uma flecha
Numa vida curta, luz estreita, de uma brecha
Meu coração que bate seco, posto seu último beijo, em minha testa
Mas já agora ano novo, me vejo envolto
De um sonho novo, mergulho surdo e corro louco
Bandeira branca, faço da paz um pouco
Atômico descaminhar, é lento sufoco
De uma humanidade do sem pensar
Do te quero morto
De poderes que condizem, e que não me envolvo
Me crio solto
Mas tomo soco, buscara sol e uma amada, tanto e tão pouco
Não há diálogo ou comédia, se o mar, revolto
Meu Brasil é Espanha nos museus, e Jamaica sem almoço
Somos casas entre árvores. mas sem último reboco
Somos músicas copiadas, altas, tanto que nem ouço
Somos narizes finos, estéticos, e dedos magros, no osso
Somos de outro dia, na chuva criados, fodidos
Somos pintura sem esboço
Somos Lampião e Zumbi, somos Zé do Caroço
Somos romance, menos chic que o tango argentino, somos o fundo do poço
Somos meninas nas estradas, vendidas por um troco
Somos Ney, Cazuza e Renato Russo, bichas assumidas, anjos roucos
Somos a mídia fingidinha, somos normalzinho, povo escroto
Somos o transtorno, caos urbano, religiões de consolo
Somos bostas, vivemos de costas, cheios de não pode
Cheios de não mostra
E seguimos sem pincéis, amordaçados
Somos atores sem papeis
Somos o trigo que nunca vira pão
Somos o senado, a política, o caveirão
Somos exóticos seres dos trópicos
Somos o País Ipanema
Somos Yemanjá For Export
Somos o seio e bunda de Iracema
Somos um pouquinho de cada curva do mundo
Somos um bebê lindo, somos a dama e milhões de vagabundos
Somos rendidos, somos arrependidos
Não somos americanos, não fomos o povo escolhido
Não somos o primo ariano, não somos a prima Uganda
Somos corte, somos sorte
Somos Pindorama
Somos esse amor forte
Somos quem esquece de amar
E somos quem nos ama
Somos o ainda, o antes, e o além... da morte
Domingo, 19 de Abril de 2009
Janeiro do Rio
A Vila
À Teresa
A Santa
À Isabel
Os Blocos
As Escolas
De Rua
De Samba
O Baile
O Copa
A Cabana
O Funk
A Bossa
O Bota
A Nova
O Fogo
O Redentor
De Açucar
O Pão
De Cristo
A Cidade
O Complexo
De Deus
Da Maré
A Praça
Chinesa
E a Vista
Seca
A Laje
Do Brasil
O Parque
Central
A Beleza
É Imperial
E Natural
A Capital
O Poder
De Raiz
O Samba
Paralelo
E a Mata
E o Oceâno
Unicamente são de um Rio
Ao Tempo que
Atlânticos
À Teresa
A Santa
À Isabel
Os Blocos
As Escolas
De Rua
De Samba
O Baile
O Copa
A Cabana
O Funk
A Bossa
O Bota
A Nova
O Fogo
O Redentor
De Açucar
O Pão
De Cristo
A Cidade
O Complexo
De Deus
Da Maré
A Praça
Chinesa
E a Vista
Seca
A Laje
Do Brasil
O Parque
Central
A Beleza
É Imperial
E Natural
A Capital
O Poder
De Raiz
O Samba
Paralelo
E a Mata
E o Oceâno
Unicamente são de um Rio
Ao Tempo que
Atlânticos
Assim Eu Vou
Nascido no Brasil, criado no calor
Não veio preto, veio branco, mas que misturou
Cresceu no meio do samba, foi o pai que levou
Ainda na manhã da vida cantei pra Xangô
Mas que o mundo gira, e dali ele se mudou
Foi crescer solto, conhecendo mais de peixe, de fruta, de flor
Numa cidade pequenina, onde veio lua e o mar entrou
E foi ali que ele pousou, materno bangalô
Esqueceu do mundo, descalço o menino brincou
Deixou a vida se encontrar, em paraty que ele amou
Achou amigos, que mudaram o que eu sou
Cosmopólito fim de mundo, amor e arte herdou
Para cada casa que os olhos passou
Notou beleza, que o tempo deixou
Para cada pedra que pisou
Um amor que ele prendeu e um que ele soltou
Dança das fitas, bonita, brincou
Em Cirandas, cachaças, noites que derramou
No Carangueijo caiçara , tal ela, qual bela rodou
Na eletrônica, das praias, incríveis dias raiou
Mundo complexo, diferente, encarou
Saudade
Do povo, de casa
Amigo que foi cedo, chorou
Subindo em galhos, nadando com peixes, nunca acordou
Nas canoas, em Fortes Perpétuos
Calçadas que o mar lavou
Carnavais de máscara
De lama, de graça, um garoto piêrrot
De Festas Literais, poesias ao amor
Sobe e desce pipa do céu, nuvem pro mar
Ouro da serra, viola pro bar
Amor que nunca mais se vê
E que vive a se encontrar
Agora não tenho cana pra beber
Nem telas pra pintar
Agora não tenho tardes a te ver
Cidade do meu sonhar
Não tenho suas festas
Nem seus filhos
Ao meu passar
Agora... lembranças
E uma certeza
Paraty
Quero voltar
Não veio preto, veio branco, mas que misturou
Cresceu no meio do samba, foi o pai que levou
Ainda na manhã da vida cantei pra Xangô
Mas que o mundo gira, e dali ele se mudou
Foi crescer solto, conhecendo mais de peixe, de fruta, de flor
Numa cidade pequenina, onde veio lua e o mar entrou
E foi ali que ele pousou, materno bangalô
Esqueceu do mundo, descalço o menino brincou
Deixou a vida se encontrar, em paraty que ele amou
Achou amigos, que mudaram o que eu sou
Cosmopólito fim de mundo, amor e arte herdou
Para cada casa que os olhos passou
Notou beleza, que o tempo deixou
Para cada pedra que pisou
Um amor que ele prendeu e um que ele soltou
Dança das fitas, bonita, brincou
Em Cirandas, cachaças, noites que derramou
No Carangueijo caiçara , tal ela, qual bela rodou
Na eletrônica, das praias, incríveis dias raiou
Mundo complexo, diferente, encarou
Saudade
Do povo, de casa
Amigo que foi cedo, chorou
Subindo em galhos, nadando com peixes, nunca acordou
Nas canoas, em Fortes Perpétuos
Calçadas que o mar lavou
Carnavais de máscara
De lama, de graça, um garoto piêrrot
De Festas Literais, poesias ao amor
Sobe e desce pipa do céu, nuvem pro mar
Ouro da serra, viola pro bar
Amor que nunca mais se vê
E que vive a se encontrar
Agora não tenho cana pra beber
Nem telas pra pintar
Agora não tenho tardes a te ver
Cidade do meu sonhar
Não tenho suas festas
Nem seus filhos
Ao meu passar
Agora... lembranças
E uma certeza
Paraty
Quero voltar
Quarta-feira, 1 de Abril de 2009
Fugitivos na mata
Fugitivos na mata
Bebem água quechove agora
Faca, bala, substantivo de arma
Casa, roupa, constituintes de horas
Brasileiros em um sócio-exílio
Tais os pobres na megalópole
Pulsam em vida no silêncio da fome
Buscaram os muros de um castelo que vende o que se consome
Mas nesse março não era mês pra isso
Não esperaram a lua fazer contorno
Algo de um místico agouro
Deitam agora na mata que lhes guarda
Olham essa noite, suas luzes e o eterno cristo
Descansam suas almas e agarram suas chances
Podem morrer numa tocaia se pisarem n`avenida
Sonam na espreita da morte, bandida
Ruma moça, garimpando ipanema, solstícia
Os segue nos entornos, e os mantém aflitos, afoitos
Não sabem se verão mais outro sol se por
Se virá ainda um novo amor, vida a frente
Se terão o poder de mudar o que são
Ou será que tudo que são foi mudado
Quando eles já não tinham opção
Pois o Rio, essa formosa babel, catalisa amedrontamentos
Me salva só Cartola, cantando lamentos
De um violão de momentos
Que me deixa vadiar noite adentro, a me ensinar
Que pudor nenhum vai subtrair o meu viver
Mas é um grunhido, um sem-nome, supor estar lá nesse momento
Num reality show muito mais que real, dentro da selva tropical
Em fuga, reclusos à tarde, embaixo da chuva
O plano errado, do mundo errado
Plantados numa árvore, prontos para entrarem em cena
Copacabana de cinema
Tuas bandas, teus blocos
Tuas bundas, teus poemas
Teus latino-americanos de sub-renda
Princesa, de um povo auri-verde
Do ouro, que é o que buscavam, antes da fuga maldita
E do verde, que é o que acharam
Floresta de braços abertos, maldita
Problemas conectos
Por uma cidade-dilema, ambígua
Trai e ama, famélicos e cyber-céticos
Contornos de paisagens, anti-éticos
Favelas de duração etérea
Onde nada é, para sempre
Lições de um poder canibal
Onde não vejo o bem e o mal
Onde me mudo
Meu mundo
Onde quase surto
Numa virgindade papal
Numa castidade puta, irreal
Meu quebra-cabeças natal
É demais desigual
Tem seus filhos na mata infernal
Um labirinto sem começo e fim, natural
Me diz o que fará deles?
Te observo, passional
(30/03/09)
Bebem água quechove agora
Faca, bala, substantivo de arma
Casa, roupa, constituintes de horas
Brasileiros em um sócio-exílio
Tais os pobres na megalópole
Pulsam em vida no silêncio da fome
Buscaram os muros de um castelo que vende o que se consome
Mas nesse março não era mês pra isso
Não esperaram a lua fazer contorno
Algo de um místico agouro
Deitam agora na mata que lhes guarda
Olham essa noite, suas luzes e o eterno cristo
Descansam suas almas e agarram suas chances
Podem morrer numa tocaia se pisarem n`avenida
Sonam na espreita da morte, bandida
Ruma moça, garimpando ipanema, solstícia
Os segue nos entornos, e os mantém aflitos, afoitos
Não sabem se verão mais outro sol se por
Se virá ainda um novo amor, vida a frente
Se terão o poder de mudar o que são
Ou será que tudo que são foi mudado
Quando eles já não tinham opção
Pois o Rio, essa formosa babel, catalisa amedrontamentos
Me salva só Cartola, cantando lamentos
De um violão de momentos
Que me deixa vadiar noite adentro, a me ensinar
Que pudor nenhum vai subtrair o meu viver
Mas é um grunhido, um sem-nome, supor estar lá nesse momento
Num reality show muito mais que real, dentro da selva tropical
Em fuga, reclusos à tarde, embaixo da chuva
O plano errado, do mundo errado
Plantados numa árvore, prontos para entrarem em cena
Copacabana de cinema
Tuas bandas, teus blocos
Tuas bundas, teus poemas
Teus latino-americanos de sub-renda
Princesa, de um povo auri-verde
Do ouro, que é o que buscavam, antes da fuga maldita
E do verde, que é o que acharam
Floresta de braços abertos, maldita
Problemas conectos
Por uma cidade-dilema, ambígua
Trai e ama, famélicos e cyber-céticos
Contornos de paisagens, anti-éticos
Favelas de duração etérea
Onde nada é, para sempre
Lições de um poder canibal
Onde não vejo o bem e o mal
Onde me mudo
Meu mundo
Onde quase surto
Numa virgindade papal
Numa castidade puta, irreal
Meu quebra-cabeças natal
É demais desigual
Tem seus filhos na mata infernal
Um labirinto sem começo e fim, natural
Me diz o que fará deles?
Te observo, passional
(30/03/09)
Sábado, 28 de Março de 2009
Hermanos
Nem nossas vidas que se tocam
Nem todo desentendimento
Nada, de nenhum momento
Estará a frente do que eu vivo com vocês
Destas ruas trancadas pela história
De cachoeiras pacíficas e de mares atlânticos
Tudo que construimos e contruiremos
De cá, coração meu tão aberto, começo, recomeço
Como em todos os dias que me flerto, aberto
Com o tempo que contempla, completo
A nossa vontade
Ao que entendo, no nosso mundo, na hera do anormal noturno
Rodo o mundo, mundo que delato
Terra, que sobre si mesma, se dilata
Contemplação da esfera minha, sozinha
Nem todo desentendimento
Nada, de nenhum momento
Estará a frente do que eu vivo com vocês
Destas ruas trancadas pela história
De cachoeiras pacíficas e de mares atlânticos
Tudo que construimos e contruiremos
De cá, coração meu tão aberto, começo, recomeço
Como em todos os dias que me flerto, aberto
Com o tempo que contempla, completo
A nossa vontade
Ao que entendo, no nosso mundo, na hera do anormal noturno
Rodo o mundo, mundo que delato
Terra, que sobre si mesma, se dilata
Contemplação da esfera minha, sozinha
Niemeyeres
Sobem, muitos goles
Me retorna uma enorme lembrança forte
Na noite que rompe, de tudo, rosto e nome
Se consome
Coquitel Molotov, religo o meu Engov
Bolso, fruto, fluxo
Dilemas, poemas, tormentas
Abraços, exatos, contatos
E o calor, o arrepio, noite cega
Sou quem me crio
Sonares de heterogenia
Tantas são as lapas
Guardam noites de amores, as praças
Reclinam olhares de fotógrafos, regatos
Brasil de climas cifrados
Guarda e deixa dormir tuas praias em sono leve
Encoraja-o, porque seu povo, de misturas
Com fome, sorri tudo que pode
São simples
E bela gente
Niemeyeres aos máximos
(16/03/09)
Me retorna uma enorme lembrança forte
Na noite que rompe, de tudo, rosto e nome
Se consome
Coquitel Molotov, religo o meu Engov
Bolso, fruto, fluxo
Dilemas, poemas, tormentas
Abraços, exatos, contatos
E o calor, o arrepio, noite cega
Sou quem me crio
Sonares de heterogenia
Tantas são as lapas
Guardam noites de amores, as praças
Reclinam olhares de fotógrafos, regatos
Brasil de climas cifrados
Guarda e deixa dormir tuas praias em sono leve
Encoraja-o, porque seu povo, de misturas
Com fome, sorri tudo que pode
São simples
E bela gente
Niemeyeres aos máximos
(16/03/09)
Domingo, 8 de Fevereiro de 2009
Por Falar De Amor, Onde Está Você
Por falar de amor, onde está você
Toda doce, gracinha, onde está você
Falar de amor, falo, mas olho mais, mais pra te ver
Nunca foi, nunca fui, mas tenho o tempo pra prever
Amor em folhas, amor em esperança, em criança
Amor ao boi, amor que flui, amor yo soy, amor seduz
Amar em par, amar no bar, amar e não estudar, ah mar...
Amar nos dói
Amar constrói
Amar em solidão, em paixão platônica
Amar bossa nova, samba, mpb e eletrônica
Falo aos poucos, um pouco de tudo
Mas é quando eu falo o quanto amo
Que entendo quanto amor possuo
E se me gosto e me assusto
Em ti me posto e protejo as guardas tuas
E todo carinho que à esta ninfa esmero
Se fará sentir, amor, contração maior e arrepio
Divisão de tudo na vida em sua função
Falar em amor, já falei
Amor é que se diga, mas o belo é que se faça
Amo e pergunto, amo e te peço, para mim
Eu te quero, amor não nego
To perto, do absoluto
Amor completo
Acordei amando
E amando te achei
Mas alguma coisa acontece
E meu coração surta, desobedece
Fica louco, faz qualquer jogo
E numa dessas noites você aparece
Toda leve, ainda não me conhece
Rainha da colônia da minha espécie
Ama nua, de flor em flor
Elogios e loucuras
Mais as noites de verão
São tortas, como portas, como notas
Ou derrotas
A memória
Essa senhora da história
Em recaídas ou em glórias
Mas em ti eu vi, minha maior vitória
Estranhos, em flagrantes rebanhos
Pelos cantos se aglomerando
Não compõe imagem, não agem, alguma outra viagem
Rebelar-se-á
E uma cachoeira de emoções já terá percorrido nosso mundo
No momento após em que algum de nós, calar
Desse amor pelo qual fico dias sem falar
E que já falo sem poder explicar
25/01/09
Toda doce, gracinha, onde está você
Falar de amor, falo, mas olho mais, mais pra te ver
Nunca foi, nunca fui, mas tenho o tempo pra prever
Amor em folhas, amor em esperança, em criança
Amor ao boi, amor que flui, amor yo soy, amor seduz
Amar em par, amar no bar, amar e não estudar, ah mar...
Amar nos dói
Amar constrói
Amar em solidão, em paixão platônica
Amar bossa nova, samba, mpb e eletrônica
Falo aos poucos, um pouco de tudo
Mas é quando eu falo o quanto amo
Que entendo quanto amor possuo
E se me gosto e me assusto
Em ti me posto e protejo as guardas tuas
E todo carinho que à esta ninfa esmero
Se fará sentir, amor, contração maior e arrepio
Divisão de tudo na vida em sua função
Falar em amor, já falei
Amor é que se diga, mas o belo é que se faça
Amo e pergunto, amo e te peço, para mim
Eu te quero, amor não nego
To perto, do absoluto
Amor completo
Acordei amando
E amando te achei
Mas alguma coisa acontece
E meu coração surta, desobedece
Fica louco, faz qualquer jogo
E numa dessas noites você aparece
Toda leve, ainda não me conhece
Rainha da colônia da minha espécie
Ama nua, de flor em flor
Elogios e loucuras
Mais as noites de verão
São tortas, como portas, como notas
Ou derrotas
A memória
Essa senhora da história
Em recaídas ou em glórias
Mas em ti eu vi, minha maior vitória
Estranhos, em flagrantes rebanhos
Pelos cantos se aglomerando
Não compõe imagem, não agem, alguma outra viagem
Rebelar-se-á
E uma cachoeira de emoções já terá percorrido nosso mundo
No momento após em que algum de nós, calar
Desse amor pelo qual fico dias sem falar
E que já falo sem poder explicar
25/01/09
Beijo Anti-beijo
Declaro
Sou gago
Tenho vícios
E tendo a libertínios
Jogo sujo, sem banho durmo
Odeio meio mundo
Não rio, detesto
Me quero rotundo
Aos 20, convícto de que não presto
Resolvi temer a mim
Duelo em que me fecho
Dos climas já nada honestos
Dos cinzas, das trincas, das lamas, não camas
Dos quase dramas
Pois já não servi, já "não" o antes "sim"
Frente em que não há espectro
Calada convulção convexa
Trema problema, anexa
Me assopra tormentos metálicos
Me envelopa destinos diários
Me capota aos comprimidos ótarios
Minha pupila de olhos secundários
Meu gosto e cheiro, meu espelho
Sou em cheio um erro feio
E o que trago de pior em segredo
É pois tentar, quando ao sorrir
Não te ver, de sempre fingir não notar
E tudo piora quando então supões me olhar
E da infância ela vai rir ao lembrar
Algo que tentamos
Mas não conseguimos...
O anti-beijo
14/01/09
Sou gago
Tenho vícios
E tendo a libertínios
Jogo sujo, sem banho durmo
Odeio meio mundo
Não rio, detesto
Me quero rotundo
Aos 20, convícto de que não presto
Resolvi temer a mim
Duelo em que me fecho
Dos climas já nada honestos
Dos cinzas, das trincas, das lamas, não camas
Dos quase dramas
Pois já não servi, já "não" o antes "sim"
Frente em que não há espectro
Calada convulção convexa
Trema problema, anexa
Me assopra tormentos metálicos
Me envelopa destinos diários
Me capota aos comprimidos ótarios
Minha pupila de olhos secundários
Meu gosto e cheiro, meu espelho
Sou em cheio um erro feio
E o que trago de pior em segredo
É pois tentar, quando ao sorrir
Não te ver, de sempre fingir não notar
E tudo piora quando então supões me olhar
E da infância ela vai rir ao lembrar
Algo que tentamos
Mas não conseguimos...
O anti-beijo
14/01/09
Terça-feira, 20 de Janeiro de 2009
Para Pamela
Vejo hoje o fim desse novembro
Efêmero, compasso em relento, desprendo
Dias através dos sonhos meus, e um amor que brota amizade
Uma linda luz que vi surgir, ninguém mais que ti
Um anjo da simplicidade
São o por-do-sol e raras moradas, excentricidade
E o que são cidades, o que são idades?
São letras nas cartas, números sem falas
Eu sou um cão e um gato, vivo o mundo abstrato
Querendo ser negativo e vivo retrato
Ser um todo de menino afim de buscar seu cabelo em fitas
Nos jardins idealizados de seus deuses, e na fome que vaza das tripas
Busque o silêncio como uma princesa da selva
Olhos abertos, enormes sobre o mundo
Tens todo amor, dom maior e mais profundo
Se fez estrela em minha vida, brilhante de uma forma que pra sempre
Minha intocável irmãzinha, paixão de menina atrevida
Estou numa madrugada onde não bate o tempo
Fixas idéias em que sou o vácuo de meu templo
E você um leite morno, que mãe alguma traz mais doce
Não és uma em um milhão
Ès uma em todos os tempos, o deus em vão
Há um mundo que você não supõe, acredite
Mas o que fica são os sonhos vividos, imaculada afrodite
Por cada gosto de fruta em sua boca
E sons que te fizeram dançar, momento maior, alma solta
Cada sono abandonado, cada ilha que chegou a nado
Cada noite, cada sol, um passarinho de sua infância, e todo amor de namorado
Nada virá a toa, haverá calor e mais sabor
Ainda que garoa
E nosso tempo já voa, desse tempo de se encontrar em clarões
Virá a vida boa, e serás a primeira a saber que felizes
Ficamos, todos nós, ao ver que um dia, todo céu se abraçou
E a nova amiga é a Pamela que o Teo achou
Uma única razão que se basta
Pra viver feliz
Acabou
Te amo, amiga linda. Beijos pela eternidade!
Teo
Efêmero, compasso em relento, desprendo
Dias através dos sonhos meus, e um amor que brota amizade
Uma linda luz que vi surgir, ninguém mais que ti
Um anjo da simplicidade
São o por-do-sol e raras moradas, excentricidade
E o que são cidades, o que são idades?
São letras nas cartas, números sem falas
Eu sou um cão e um gato, vivo o mundo abstrato
Querendo ser negativo e vivo retrato
Ser um todo de menino afim de buscar seu cabelo em fitas
Nos jardins idealizados de seus deuses, e na fome que vaza das tripas
Busque o silêncio como uma princesa da selva
Olhos abertos, enormes sobre o mundo
Tens todo amor, dom maior e mais profundo
Se fez estrela em minha vida, brilhante de uma forma que pra sempre
Minha intocável irmãzinha, paixão de menina atrevida
Estou numa madrugada onde não bate o tempo
Fixas idéias em que sou o vácuo de meu templo
E você um leite morno, que mãe alguma traz mais doce
Não és uma em um milhão
Ès uma em todos os tempos, o deus em vão
Há um mundo que você não supõe, acredite
Mas o que fica são os sonhos vividos, imaculada afrodite
Por cada gosto de fruta em sua boca
E sons que te fizeram dançar, momento maior, alma solta
Cada sono abandonado, cada ilha que chegou a nado
Cada noite, cada sol, um passarinho de sua infância, e todo amor de namorado
Nada virá a toa, haverá calor e mais sabor
Ainda que garoa
E nosso tempo já voa, desse tempo de se encontrar em clarões
Virá a vida boa, e serás a primeira a saber que felizes
Ficamos, todos nós, ao ver que um dia, todo céu se abraçou
E a nova amiga é a Pamela que o Teo achou
Uma única razão que se basta
Pra viver feliz
Acabou
Te amo, amiga linda. Beijos pela eternidade!
Teo
Segunda-feira, 12 de Janeiro de 2009
Daquele Azul
E já não importava mais no que daquele
Azul que vinha o céu
E no seu tempo de contar em fases, loucuras tenazes
Doçuras, de passatempos do que seremos
No rever dos dias que sabemos
Da sabedoria de fechaduras, de dormir em dor aguda
Mais que luz menina pura, pois de seus timbres
Saem vestes que me atingem
Por um sabor, de desenhos construídos de pavor
Pois tanta e fervente dor
Que permanecem em festas
Subvertem maneiras, se entr'escapam por todas frestas
Mas... me lembro
Qual saliva venera a vista, modesta
12_2008
Azul que vinha o céu
E no seu tempo de contar em fases, loucuras tenazes
Doçuras, de passatempos do que seremos
No rever dos dias que sabemos
Da sabedoria de fechaduras, de dormir em dor aguda
Mais que luz menina pura, pois de seus timbres
Saem vestes que me atingem
Por um sabor, de desenhos construídos de pavor
Pois tanta e fervente dor
Que permanecem em festas
Subvertem maneiras, se entr'escapam por todas frestas
Mas... me lembro
Qual saliva venera a vista, modesta
12_2008
Te Esfarelo-me
Na sua situação eu não teria qualquer hesitação
Na sua idade não teria qualquer piedade
E tal face, tal elo, qual belo, já fascinante olhar seu
Que forma o rosto singelo
Mas sua boca, de última infância
Tem bolo,e se sai bela, onde não haja sido vista
Toda suja, e de pães que tu tornas
Farelo...
Na sua idade não teria qualquer piedade
E tal face, tal elo, qual belo, já fascinante olhar seu
Que forma o rosto singelo
Mas sua boca, de última infância
Tem bolo,e se sai bela, onde não haja sido vista
Toda suja, e de pães que tu tornas
Farelo...
O Barco
No meu barco
Desenho um arco
Há uma preguiça fina
Nesse vento fraco
Os desenhos se fundem
E pensamentos eclodem
Dois versos e um risco, se movem
Me seco no salto intrépido das nuvens
E cada imagem que forma um rastro
Me guia marejado, e da popa que fiz, já vem um mastro
De uma bolha de meus sonhos surge cativa
Você, cabelos no vento, simples alteza, formosa bandida
Destrói tudo que criei
O verso engasga
A aquarela, tão bela vela, se rasga
Por ti foi o mundo, e já nada sei
Meu barco afunda
Num minuto minha vista inunda
Foi-se o amor nas cínicas águas turvas
No fundo do mar encontra-se meu barco
Um baú que vive aberto
Cheio de água, só que vazio de coisa alguma
É vácuo, no máximo casca
E sinto um calor, que no peito retumba
23_11_08
Desenho um arco
Há uma preguiça fina
Nesse vento fraco
Os desenhos se fundem
E pensamentos eclodem
Dois versos e um risco, se movem
Me seco no salto intrépido das nuvens
E cada imagem que forma um rastro
Me guia marejado, e da popa que fiz, já vem um mastro
De uma bolha de meus sonhos surge cativa
Você, cabelos no vento, simples alteza, formosa bandida
Destrói tudo que criei
O verso engasga
A aquarela, tão bela vela, se rasga
Por ti foi o mundo, e já nada sei
Meu barco afunda
Num minuto minha vista inunda
Foi-se o amor nas cínicas águas turvas
No fundo do mar encontra-se meu barco
Um baú que vive aberto
Cheio de água, só que vazio de coisa alguma
É vácuo, no máximo casca
E sinto um calor, que no peito retumba
23_11_08
Vapor Contrátil
Vida é pouca
E a fibra
Já rouca
Todo beijo, toda boca
Todas as noites que juntos,e num quase nada de roupa
Bebemos e damos de beber aos nossos corpos
E não importa
Guerras, enjoos e destroços
Ainda que seja pouca a vida
De puros e excessivos remorços
E o que fica depois?
De quando nada mais houver
A se dizer
Humanos em seu próprio vácuo
Contrátil, Portátil
De nosso calor versátil
Nada ficará
Só esse deus, que eu não acredito
Curtindo depois de todo mundo
E o azul...
07_10_08
E a fibra
Já rouca
Todo beijo, toda boca
Todas as noites que juntos,e num quase nada de roupa
Bebemos e damos de beber aos nossos corpos
E não importa
Guerras, enjoos e destroços
Ainda que seja pouca a vida
De puros e excessivos remorços
E o que fica depois?
De quando nada mais houver
A se dizer
Humanos em seu próprio vácuo
Contrátil, Portátil
De nosso calor versátil
Nada ficará
Só esse deus, que eu não acredito
Curtindo depois de todo mundo
E o azul...
07_10_08
Vestido de Joana
Pois te toco as mãos
E pôe-se a rodar
A coisa vista mais bela
Joana com seu vestido
De flores amarelas
Travando o mundo
Até o sub-mundo
E o terceiro mundo
E eu acho que até todo o mundo
Mas eu, não consigo simplesmente
Deixar...
Te ver passar
E não querer
Perfeita ela, toda ela
Julgou ser minha dona
E agora...
Entre nunca mais e agora
Me beijou
No meio da noite é lindo
Ver o dia nascer de fininho
08_12_08
E pôe-se a rodar
A coisa vista mais bela
Joana com seu vestido
De flores amarelas
Travando o mundo
Até o sub-mundo
E o terceiro mundo
E eu acho que até todo o mundo
Mas eu, não consigo simplesmente
Deixar...
Te ver passar
E não querer
Perfeita ela, toda ela
Julgou ser minha dona
E agora...
Entre nunca mais e agora
Me beijou
No meio da noite é lindo
Ver o dia nascer de fininho
08_12_08
Vestido de Dezembro
Surge isento
Lépido, cético
Seu vestido... pela rua
Já o trouxe, dezembro
Me esquivei de quem vinha
Já passava prum nervoso comedimento
Sem talento
Troquei de calçada e nem percebi
Foi um encontro e um lamento
Barcas n'água e ferrovias me dirão
Tão tolo, se furta em núvens
Sorrirão às gargalhadas nas madrugadas pelo Rio
Ela dobra a esquina, e você se move
Corre, controle, senão some, qual o nome?
Seu jeito, é pura dança
Mas em ti, o nada é tudo
Que me alcança
Lépido, cético
Seu vestido... pela rua
Já o trouxe, dezembro
Me esquivei de quem vinha
Já passava prum nervoso comedimento
Sem talento
Troquei de calçada e nem percebi
Foi um encontro e um lamento
Barcas n'água e ferrovias me dirão
Tão tolo, se furta em núvens
Sorrirão às gargalhadas nas madrugadas pelo Rio
Ela dobra a esquina, e você se move
Corre, controle, senão some, qual o nome?
Seu jeito, é pura dança
Mas em ti, o nada é tudo
Que me alcança
Onde se esconde?
Não há nada nessas ruas neste exato momento
Nem há nada pelos campos e praças
Nada nos casacos, nada nos teatros
Umas rápidas imagens, nessas telas-bobagens
Há um mundo de ferragens, e um mundo das paisagens
E cada naufrágio faz um recomeço
É como na infância acreditar no desejo
Sem saber que se pode errar
E sem mágicas ou regras pra vida
Mas...Quando é meia-noite, bate em mim meio-dia
Eu acordo em meio a multidões nas tardes
E já não vejo onde se esconde
Maldita arte, covarde
Nem há nada pelos campos e praças
Nada nos casacos, nada nos teatros
Umas rápidas imagens, nessas telas-bobagens
Há um mundo de ferragens, e um mundo das paisagens
E cada naufrágio faz um recomeço
É como na infância acreditar no desejo
Sem saber que se pode errar
E sem mágicas ou regras pra vida
Mas...Quando é meia-noite, bate em mim meio-dia
Eu acordo em meio a multidões nas tardes
E já não vejo onde se esconde
Maldita arte, covarde
Agosto de 1985
Final do mês, mês de agosto, do ano de 1985
Saiam duma ditadura intoxicante os jovens desse país
Do Brasil cinzento, de sombras, amargo momento
Era ainda o rompimento, do que seria um novo tempo
E entre rodas de violões e peças de teatro
Floresciam novos argumentos, libertava-se um brasileiro nato
Nesse fim de mês, ao fio do inverno, no meu recato
Fui sair do frio eterno de não existir
Em parte um plano
Um todo abstrato
A barriga de mãe é um portal de mundo
E me fiz nesse hiato
(11-09-08)
Saiam duma ditadura intoxicante os jovens desse país
Do Brasil cinzento, de sombras, amargo momento
Era ainda o rompimento, do que seria um novo tempo
E entre rodas de violões e peças de teatro
Floresciam novos argumentos, libertava-se um brasileiro nato
Nesse fim de mês, ao fio do inverno, no meu recato
Fui sair do frio eterno de não existir
Em parte um plano
Um todo abstrato
A barriga de mãe é um portal de mundo
E me fiz nesse hiato
(11-09-08)
Sábado, 15 de Novembro de 2008
Corre, Pula, Entende
Corre Teo, corre mundo, que tudo vem
Mas, calma Teo, seu mundo é todo um único que virá bem
Olha Teo, respira, mas aqui você não escolhe nada
As roupas suas tão limpas são uma tentação
Para o barro na calçada
Pula o mundo Teo
Aqui tudo vai e fica, e tudo vale a pena
É tudo vida
Sonha Teo
Que sonhar é beijar destinos sem sair de casa
Entende pra sempre Teo, que você é um só
Mas que uma só é a chance suficiente pra nascer e viver
Nada que me toca
Que sinto, cheiro, bebo ou finjo
Nada que me tem
Que impera, que me deêm
Ou onde me veêm
Se tornará algo no espaço
Os humanos criaram toda essa maneira de viver
Você é parte disso
Mas, calma Teo, seu mundo é todo um único que virá bem
Olha Teo, respira, mas aqui você não escolhe nada
As roupas suas tão limpas são uma tentação
Para o barro na calçada
Pula o mundo Teo
Aqui tudo vai e fica, e tudo vale a pena
É tudo vida
Sonha Teo
Que sonhar é beijar destinos sem sair de casa
Entende pra sempre Teo, que você é um só
Mas que uma só é a chance suficiente pra nascer e viver
Nada que me toca
Que sinto, cheiro, bebo ou finjo
Nada que me tem
Que impera, que me deêm
Ou onde me veêm
Se tornará algo no espaço
Os humanos criaram toda essa maneira de viver
Você é parte disso
Amor Encolhido
Vou te chamar pra ver um filme
Vou te chamar pra sair por ai
Aproveita agora chance essa a tua
Que um desejo muda e fim
O silêncio que é mais inimigo
Que um antigo cais
E partir é sair sem saber
E tenho cada vez mais remédios
A me fazerem favores
Já tenho a vida como uma filmagem
Na qual não se respira. Amor encolhido
Um curta-metragem
E desde que eu não te ame mais do que você me pede
Minhas reflexões serão tranquilas
E nos veremos por algumas horas
Como se fosse para sempre
Amor belo
Como esperar um filho
Vou te chamar pra sair por ai
Aproveita agora chance essa a tua
Que um desejo muda e fim
O silêncio que é mais inimigo
Que um antigo cais
E partir é sair sem saber
E tenho cada vez mais remédios
A me fazerem favores
Já tenho a vida como uma filmagem
Na qual não se respira. Amor encolhido
Um curta-metragem
E desde que eu não te ame mais do que você me pede
Minhas reflexões serão tranquilas
E nos veremos por algumas horas
Como se fosse para sempre
Amor belo
Como esperar um filho
Quarta-feira, 15 de Outubro de 2008
No Idea
That was me
Dispersed
Looking the whiteness
Of a natural brazilian beach
Tired, I've had burned all my fire
I've'd wasted several nights
With cheapy girls, I havent a place to go
And now I am disguted about my soul
Blowing ideas in the paper
No idea about where to go later
I feel all clowdy above my head and inside
I lost my way this year,
Broking three hearts in one only single season
God doesn't exist
But I'm asking him two lovely arms
So I can lay beck my fears
All I see is a massed confusion in the world around me
Incredible I am stiil alive
After many time trusting in lucky step's
Now I got my last chance
And I feel that's the time
I'm grabbing my future
And you are a small part of it
And also the best
Dispersed
Looking the whiteness
Of a natural brazilian beach
Tired, I've had burned all my fire
I've'd wasted several nights
With cheapy girls, I havent a place to go
And now I am disguted about my soul
Blowing ideas in the paper
No idea about where to go later
I feel all clowdy above my head and inside
I lost my way this year,
Broking three hearts in one only single season
God doesn't exist
But I'm asking him two lovely arms
So I can lay beck my fears
All I see is a massed confusion in the world around me
Incredible I am stiil alive
After many time trusting in lucky step's
Now I got my last chance
And I feel that's the time
I'm grabbing my future
And you are a small part of it
And also the best
Quarta-feira, 8 de Outubro de 2008
O uivo da pátria amada
Roda Gigante me sinto girar
Cubo mágico exato decifrar
Atmosfera paraíso, hiperlúdico carnaval
Eldorado luxo turvo, vítima de lixo come telejornal
Brasil, brasil, Brasil
País de onde nunca saí
Verde o qual amarelo nunca azul compreendi
Amo, amo, Amo
Com sangue e ódio
E com ciúme e com amor
Nação de sublime descúido
Igarapés secretos, cuícas, tamborins e reco-recos
E todo sol que aqui se põe; antropofágico
Monstruosamente carrega antagonicas beleza
Por cantos e recantos, por dentre, ao redor de galerias de arte
Cientistas nos invejam de Marte
Me deito em quentes praias, mechas brancas que são o seu sono
País eterno do futuro, vive passado e presente de cão sem dono
Onde o tempo corre lento, onde a dor também morre de amor
Cubo mágico exato decifrar
Atmosfera paraíso, hiperlúdico carnaval
Eldorado luxo turvo, vítima de lixo come telejornal
Brasil, brasil, Brasil
País de onde nunca saí
Verde o qual amarelo nunca azul compreendi
Amo, amo, Amo
Com sangue e ódio
E com ciúme e com amor
Nação de sublime descúido
Igarapés secretos, cuícas, tamborins e reco-recos
E todo sol que aqui se põe; antropofágico
Monstruosamente carrega antagonicas beleza
Por cantos e recantos, por dentre, ao redor de galerias de arte
Cientistas nos invejam de Marte
Me deito em quentes praias, mechas brancas que são o seu sono
País eterno do futuro, vive passado e presente de cão sem dono
Onde o tempo corre lento, onde a dor também morre de amor
O que já não é
Tempo foi
Tempo de depois
Tempo de relentos
Do que pensa sente e tenta
Do que me lembra sua mente
Em frente de ser ou estar
De tentar, ou errar ou mantêr
Vida forte, de dor e de muita cor
Pra esquecer, pra disfarçar
Só pensar não é tentar
Só tentar não é valer
Só valer não é gozar
Só gozar não é amar
Só amar não é entender
E sem entender um ao outro
Não iremos a qualquer lugar
Cansei de um mundo que hoje vou enterrar
Junto com poesias e doses de amor
Que não serviram pra ninguém
Como uma festa sem música
Como um amor compulsório
Como dormir sem notícias suas
Como não poder te explicar o universo
Como querer ir a lua
Mas hoje deixo
Tudo passar
Mundo passar
Lua passar
É só o mesmo olhar que já tivemos
Que sempre teremos
Olhar de olhar o tempo
Onde estaremos?
Onde viveremos, onde pediremos?
Onde seremos, onde teremos?
Seremos plantas que colheremos
À sós, sem voz
Por nós, sem nós
Será como um dia escrevendo
Será um dia a mais
Na Terra que criamos
Tudo sem paz
Tempo de depois
Tempo de relentos
Do que pensa sente e tenta
Do que me lembra sua mente
Em frente de ser ou estar
De tentar, ou errar ou mantêr
Vida forte, de dor e de muita cor
Pra esquecer, pra disfarçar
Só pensar não é tentar
Só tentar não é valer
Só valer não é gozar
Só gozar não é amar
Só amar não é entender
E sem entender um ao outro
Não iremos a qualquer lugar
Cansei de um mundo que hoje vou enterrar
Junto com poesias e doses de amor
Que não serviram pra ninguém
Como uma festa sem música
Como um amor compulsório
Como dormir sem notícias suas
Como não poder te explicar o universo
Como querer ir a lua
Mas hoje deixo
Tudo passar
Mundo passar
Lua passar
É só o mesmo olhar que já tivemos
Que sempre teremos
Olhar de olhar o tempo
Onde estaremos?
Onde viveremos, onde pediremos?
Onde seremos, onde teremos?
Seremos plantas que colheremos
À sós, sem voz
Por nós, sem nós
Será como um dia escrevendo
Será um dia a mais
Na Terra que criamos
Tudo sem paz
O mar e a nau
Noites vazias
Ruas sem vida
Beijos grudam na retina
Tantas meninas que não são você
Tantas vozes, e uma só se querer
Desculpe, mas de nossos futuros...
Não sei.
São como a nau e o mar
Se provam
Esnobes e obscessivos
Brasis de tantas tribos
Enredo contemporâneo
Manifesto em dose estética
Descomunal dialética
Amor sem dor, numa paixão sem cor, já profética
Sou algo que não me basto
Amanheço em calor desconcreto
Nefasto
Forças da natureza que não agem
Desgraça pouca, bobagem
Eterna contagem
De uma infita viagem
Ao descompasso do horizonte
Naves na amplidão sideral
Sem culpa!
Um momento, sem se sentir
Flutuo!
Possuo assas em sonhos
Que se repetem
Ruas sem vida
Beijos grudam na retina
Tantas meninas que não são você
Tantas vozes, e uma só se querer
Desculpe, mas de nossos futuros...
Não sei.
São como a nau e o mar
Se provam
Esnobes e obscessivos
Brasis de tantas tribos
Enredo contemporâneo
Manifesto em dose estética
Descomunal dialética
Amor sem dor, numa paixão sem cor, já profética
Sou algo que não me basto
Amanheço em calor desconcreto
Nefasto
Forças da natureza que não agem
Desgraça pouca, bobagem
Eterna contagem
De uma infita viagem
Ao descompasso do horizonte
Naves na amplidão sideral
Sem culpa!
Um momento, sem se sentir
Flutuo!
Possuo assas em sonhos
Que se repetem
Sábado, 27 de Setembro de 2008
Sua vida
E ela ainda me quer...
Depois de me dispensar, de me esnobar
Ela ainda me quer ver sob suas mãos
Ainda depois de desligar...
De não pedir atenção, de não ir, depois de me apagar
Ela ainda me quer pra brincar
E ainda...
Que aindas, todos seus, sejam e finjam
Ainda que só... Ainda.
Como igual, cada retina
Enxerga o que se ilumina
E que seja qual for sua rima em ...ína
Ou de qualquer parte
Se menino se menina...
Idéias pacíficas
São iguais, em toda parte do mundo
Respire...
Parabéns. Pela
Sua
Vida!!
Depois de me dispensar, de me esnobar
Ela ainda me quer ver sob suas mãos
Ainda depois de desligar...
De não pedir atenção, de não ir, depois de me apagar
Ela ainda me quer pra brincar
E ainda...
Que aindas, todos seus, sejam e finjam
Ainda que só... Ainda.
Como igual, cada retina
Enxerga o que se ilumina
E que seja qual for sua rima em ...ína
Ou de qualquer parte
Se menino se menina...
Idéias pacíficas
São iguais, em toda parte do mundo
Respire...
Parabéns. Pela
Sua
Vida!!
Quinta-feira, 28 de Agosto de 2008
Liberdade e meninas
Sobre novas pontes de novíssimo cimento
Em brancura... e sob a garoa
Tristes anos de vida sem razão
A mordida de um ditador, a marca e a dor
Indo e vindo...
Jaquetas, cabelos soltos estampas de uns dias de 70
Calças de sinos, óculos exagerados emolduravam os olhos
Tristes e novos
Na única vontade de quem ainda cedo se entregou
Buscavam os meninos...
A liberdade e as meninas
Ouviam discos e passeavam por um Brasil semi-moderno
De peito aberto...
e o coração
Sangrando.
Em brancura... e sob a garoa
Tristes anos de vida sem razão
A mordida de um ditador, a marca e a dor
Indo e vindo...
Jaquetas, cabelos soltos estampas de uns dias de 70
Calças de sinos, óculos exagerados emolduravam os olhos
Tristes e novos
Na única vontade de quem ainda cedo se entregou
Buscavam os meninos...
A liberdade e as meninas
Ouviam discos e passeavam por um Brasil semi-moderno
De peito aberto...
e o coração
Sangrando.
Alguma Coisa Está Fora do Tempo
Essa viagem foi tudo de bom
Fui na floresta
Dancei na cesta
Deixei minha cesta
Amei as ninfas
Beijei as flores
Torrei horrores
Sonhei amores
Curti sabores
Terminei acordando de um sonho
E o filme que fica na cabeça
A batida e o finalzinho da luz
Luzzzzz.................
(05/08/08)
Fui na floresta
Dancei na cesta
Deixei minha cesta
Amei as ninfas
Beijei as flores
Torrei horrores
Sonhei amores
Curti sabores
Terminei acordando de um sonho
E o filme que fica na cabeça
A batida e o finalzinho da luz
Luzzzzz.................
(05/08/08)
T-AMAR M-ATAR
Esses meus olhos grandes
Fazem esse olhar duro, preso
A boca nesse sorriso forte, teso
Os dentes brancos... mas riem secos
Sou dor em peso
Vejo o lado sério do amor
Onde não há preço
Sinto um soco, não no rosto
Mas no peito
Me sinto estreito, sem jeito
Corro sem freio
O vazio é bruto e feio
Escrevo, despejo
No desterro do travesseiro
Há o frio, onde era calor o dia inteiro
É a outra metade que não veio
Não entendo, não aguento
Distendo...
E no clarear da minha vida...
Me prendo
É assim que aprendo
Não deixar ninguém, nem o vento
Se aproximar do meu sentimento
Senti...
E sofri, amar não consigo
Se entregar não é comigo
Me travo, nem tento
Sou duro e mudo, nem lamento
O amor secou na luz de um ano desses qualquer
Cato os cacos, retomo os trapos, junto farrapos
Me abrigo em meus braços
E choro a beça nos versos
Nos assuntos, desconverso
O mundo mostra seu lado obscuro, tão perverso
O lado lá de dentro que não vemos no espelho, que se revela o amor
O lado branco gelado, o lado sem calor
Amar é só beleza, é só o perfume de promessas
Que não se realizam
Que ficam... pelas ruas, pelas estradas
Caminhos em que nos perdemos
O amor é uma mentira
Na qual nos entretemos
Ele quer cegueira e um grande abismo
Para que nessa dor que é demais, nós nos matemos
Acho que sempre será assim
Montechios e Capuletos virão
E não só eles, mas todos nós, enfrentaremos
Face a face, com o sangue amargo na boca
A realidade de um olhar, que sem palavras diz adeus
A crueldade de numa infinita dor nos despedaçar
As mulheres estão erradas...
Homens também sofrem, e por dentro também são destruídos
Nunca assumirão ou demonstrarão
Mas aqui dentro há a dor
E eu sinto que de mordida em mordida, cada dia
Quando cada severa lágrima brotar
Pra cada uma delas
Virá um dia de minha vida
Que será novo em ilusões
Que serão dias clareando os segredos das paixões
De amanhecer te amando em silêncio
De esperar o dia correr no seu tempo
De saber que de nada adianta tentar entender
Essa dor, esse amor... é tudo por ti, em vão, só pavor
07/08/08
Fazem esse olhar duro, preso
A boca nesse sorriso forte, teso
Os dentes brancos... mas riem secos
Sou dor em peso
Vejo o lado sério do amor
Onde não há preço
Sinto um soco, não no rosto
Mas no peito
Me sinto estreito, sem jeito
Corro sem freio
O vazio é bruto e feio
Escrevo, despejo
No desterro do travesseiro
Há o frio, onde era calor o dia inteiro
É a outra metade que não veio
Não entendo, não aguento
Distendo...
E no clarear da minha vida...
Me prendo
É assim que aprendo
Não deixar ninguém, nem o vento
Se aproximar do meu sentimento
Senti...
E sofri, amar não consigo
Se entregar não é comigo
Me travo, nem tento
Sou duro e mudo, nem lamento
O amor secou na luz de um ano desses qualquer
Cato os cacos, retomo os trapos, junto farrapos
Me abrigo em meus braços
E choro a beça nos versos
Nos assuntos, desconverso
O mundo mostra seu lado obscuro, tão perverso
O lado lá de dentro que não vemos no espelho, que se revela o amor
O lado branco gelado, o lado sem calor
Amar é só beleza, é só o perfume de promessas
Que não se realizam
Que ficam... pelas ruas, pelas estradas
Caminhos em que nos perdemos
O amor é uma mentira
Na qual nos entretemos
Ele quer cegueira e um grande abismo
Para que nessa dor que é demais, nós nos matemos
Acho que sempre será assim
Montechios e Capuletos virão
E não só eles, mas todos nós, enfrentaremos
Face a face, com o sangue amargo na boca
A realidade de um olhar, que sem palavras diz adeus
A crueldade de numa infinita dor nos despedaçar
As mulheres estão erradas...
Homens também sofrem, e por dentro também são destruídos
Nunca assumirão ou demonstrarão
Mas aqui dentro há a dor
E eu sinto que de mordida em mordida, cada dia
Quando cada severa lágrima brotar
Pra cada uma delas
Virá um dia de minha vida
Que será novo em ilusões
Que serão dias clareando os segredos das paixões
De amanhecer te amando em silêncio
De esperar o dia correr no seu tempo
De saber que de nada adianta tentar entender
Essa dor, esse amor... é tudo por ti, em vão, só pavor
07/08/08
05/08/08
Tempo foi
Tempo de depois
Tempo de relento
Do que pensa, sente e tenta
Do que me lembra sua mente
Em frente de ser ou estar
De tentar, ou errar ou mantêr
Vida forte, de dor e de muita cor pra esquecer, pra disfarçar
Só pensar não é tentar
Só tentar não é valer
Só valer não é gozar
Só gozar não é amar
Só amar não é entender
E sem entender o outro
Não iremos a algum lugar
Cansei de um mundo
Que hoje vou enterrar
Junto com poesias e doses de amor
Que não serviram pra ninguém
Como uma festa sem música
Como um amor compulsório
Como dormir sem notícias suas
Como não poder explicar o universo
Como querer ir pra Lua
Mas hoje deixo:
Tudo passar
Mundo passar
Lua passar
É só o mesmo
O mesmo olhar que já tivemos
Que sempre teremos
Olhar de olhar o tempo
Onde estaremos?
Onde viveremos?
Onde pediremos?
Onde teremos?
Onde Seremos?
Seremos plantas que colheremos
A sós, sem voz
Por nós, sem nós
Será como um dia escrevendo
Será um dia a mais
Querendo saber do tempo
E de onde estás
Onde andarás?
Onde é esse seu lugar
Que não quer me deixar entrar
Tempo de depois
Tempo de relento
Do que pensa, sente e tenta
Do que me lembra sua mente
Em frente de ser ou estar
De tentar, ou errar ou mantêr
Vida forte, de dor e de muita cor pra esquecer, pra disfarçar
Só pensar não é tentar
Só tentar não é valer
Só valer não é gozar
Só gozar não é amar
Só amar não é entender
E sem entender o outro
Não iremos a algum lugar
Cansei de um mundo
Que hoje vou enterrar
Junto com poesias e doses de amor
Que não serviram pra ninguém
Como uma festa sem música
Como um amor compulsório
Como dormir sem notícias suas
Como não poder explicar o universo
Como querer ir pra Lua
Mas hoje deixo:
Tudo passar
Mundo passar
Lua passar
É só o mesmo
O mesmo olhar que já tivemos
Que sempre teremos
Olhar de olhar o tempo
Onde estaremos?
Onde viveremos?
Onde pediremos?
Onde teremos?
Onde Seremos?
Seremos plantas que colheremos
A sós, sem voz
Por nós, sem nós
Será como um dia escrevendo
Será um dia a mais
Querendo saber do tempo
E de onde estás
Onde andarás?
Onde é esse seu lugar
Que não quer me deixar entrar
Segunda-feira, 7 de Julho de 2008
Tiê-Sangue
(Tiê)
Tiê pousou...
Pequeno passarinho
Percebeu que era feliz ali na sua mata
Toda cheia de luz
E para nunca mais quis abandonar o seu ninho
Cantou e cantou o seu assovio bom
(Penas)
De carícias macias que faziam o sol e o silêncio da mata
Suas penas de vermelhas já queriam amar as rosas que ali nasciam
Eram pequenas meninas flores
O Tiê se enconlheu, encheu o peito de ar
Que trazia o cheiro perfumado do amor do orvalho com a terra
Cheiro... que dura pouco
(Orvalho)
Que dificíl é segurar esse menino orvalho
Que tem mesmo seu amor é pela negrinha manhã
E que se despede do amor que lhe dá a terra porque...
(Sol)
Teria ele, com o sol, trocado juras de morte. Inimigos mortais.
Pois em grandeza de semi-deus sabe ele
Que ama só e num desejo platônico inalcançavel...
(Terra)
A inconformada e inconsolavel terra, que no findar da madrugada
Se entrega cega ao inebriante sabor injusto da sedução
Com o qual lhe resta se contentar
Porque sabe que o orvalho por ela nutre
Efêmero desejo. Desejo desnecessário
Que nunca, nem ao menos um só dia inteiro terá ela em companhia de seu amado...
Fugitivo amante.
Lhe resta triste se contentar com a atenção de seu pretendente solar
Que fiel e alaranjado em esperanças tenta todos os dias sempre pontualmente
Conquista-la com abraços calorosos. Mas que se derramar no cair da tarde
Aquele estranho amor que é sem querer ser. Amor estepe e sem sabor. É, sendo infeliz.
Termina frio de um loiro opaco o desabor desse amor emprestado
À terra resta amargar sua eterna espera
Por quem, aquele pouco amor e nenhum valor lhe dá
Pois incontrolavel mais que tudo é esse orvalho. Que ama, usa e joga fora
Conquistador, mas que no fundo, mas que no fundo sofre igual por amor
Porque acha infinita a beleza da princesa que é a manhã
Ele se acaba tentando alcança-la e entender porque ela foge...
Deixando secar nos lábios da terra em disperdício
Os beijos doces e o amor, que ele, por ela sem razão
Em vão, febril e inocentemente... tem.
O Tiê, que na sua luz e na sua leveza
Como um poeta, tudo ouve, adora e vê
De tudo ri e se encanta
E mais e mais o Tiê canta
Com ou sem amor pra dar, ele voará
Até o infinito...
Até o amor, que nessa manhã, ele encontrará
Teo Petri 3/7/8
Tiê pousou...
Pequeno passarinho
Percebeu que era feliz ali na sua mata
Toda cheia de luz
E para nunca mais quis abandonar o seu ninho
Cantou e cantou o seu assovio bom
(Penas)
De carícias macias que faziam o sol e o silêncio da mata
Suas penas de vermelhas já queriam amar as rosas que ali nasciam
Eram pequenas meninas flores
O Tiê se enconlheu, encheu o peito de ar
Que trazia o cheiro perfumado do amor do orvalho com a terra
Cheiro... que dura pouco
(Orvalho)
Que dificíl é segurar esse menino orvalho
Que tem mesmo seu amor é pela negrinha manhã
E que se despede do amor que lhe dá a terra porque...
(Sol)
Teria ele, com o sol, trocado juras de morte. Inimigos mortais.
Pois em grandeza de semi-deus sabe ele
Que ama só e num desejo platônico inalcançavel...
(Terra)
A inconformada e inconsolavel terra, que no findar da madrugada
Se entrega cega ao inebriante sabor injusto da sedução
Com o qual lhe resta se contentar
Porque sabe que o orvalho por ela nutre
Efêmero desejo. Desejo desnecessário
Que nunca, nem ao menos um só dia inteiro terá ela em companhia de seu amado...
Fugitivo amante.
Lhe resta triste se contentar com a atenção de seu pretendente solar
Que fiel e alaranjado em esperanças tenta todos os dias sempre pontualmente
Conquista-la com abraços calorosos. Mas que se derramar no cair da tarde
Aquele estranho amor que é sem querer ser. Amor estepe e sem sabor. É, sendo infeliz.
Termina frio de um loiro opaco o desabor desse amor emprestado
À terra resta amargar sua eterna espera
Por quem, aquele pouco amor e nenhum valor lhe dá
Pois incontrolavel mais que tudo é esse orvalho. Que ama, usa e joga fora
Conquistador, mas que no fundo, mas que no fundo sofre igual por amor
Porque acha infinita a beleza da princesa que é a manhã
Ele se acaba tentando alcança-la e entender porque ela foge...
Deixando secar nos lábios da terra em disperdício
Os beijos doces e o amor, que ele, por ela sem razão
Em vão, febril e inocentemente... tem.
O Tiê, que na sua luz e na sua leveza
Como um poeta, tudo ouve, adora e vê
De tudo ri e se encanta
E mais e mais o Tiê canta
Com ou sem amor pra dar, ele voará
Até o infinito...
Até o amor, que nessa manhã, ele encontrará
Teo Petri 3/7/8
Terça-feira, 1 de Julho de 2008
Vento e filhos
Por que venta?
Assovio da manhã
Será vento novo? Tenebroso?
Será ele vento de sertão?
Para o meu espanto, falando esperanto
Sem imaginar o que e a medida do quanto
Em maior encanto e enquanto caminho
Para o meu canto vou me levando
Conquanto não santo me sinto
Nem pranto me destino
Só ao frio em desatino
Só em fronte de ser menino
Sonhando que amando uma deusa toda menina
Saberia fazer dela minha. Apenas sonharia
Segue mais seco o frio
Segue o dia em um esverdeado tom vazio
Mas na vida amo e rio
Nos meus olhos
Os seus
Me desconcentrando
Ainda que me gele em vendaval petrificante
Virá novo carnaval descongelante
Virá casa nova
Com os meus e os seus filhos e com nossas fotos nas estantes
Quarta-feira, 18 de Junho de 2008
enquanto isso na sala...
São dois escritores,jovens na mesa de café da manhã da lanchonete da esquina. Eles entram, sentam-se, debatem e apresentam os textos. Ambos criticam.E por vezes produzem um terceiro texto. Dialético. Talvez poético. São movidos de bom-humor, inteligência, sagacidade, agilidade, falas de insanidade... ...!
...enquanto isso.
Às 4:10 da manhã de domingo, o frio congela a parte de fora de todos cabarés que ainda resistem às temperaturas congelantes do inverno russo. Em seus interiores a música leva a uma espécie de estado hipnótico. No outro lado do mundo faz calor e um brasileiro se fode em cada esquina. E outros que sorriem com dentes de podridão. Televisão e desespero. Os jornais não trazem novidades. São repetições e...
A música já é parte de algo maior. Quando conecta as almas.
Porque sempre haverá o que se falar. Mas é preciso escutar.
A música.
À música.
------------------------------------------------------------------------------------------------
...enquanto isso.
Às 4:10 da manhã de domingo, o frio congela a parte de fora de todos cabarés que ainda resistem às temperaturas congelantes do inverno russo. Em seus interiores a música leva a uma espécie de estado hipnótico. No outro lado do mundo faz calor e um brasileiro se fode em cada esquina. E outros que sorriem com dentes de podridão. Televisão e desespero. Os jornais não trazem novidades. São repetições e...
A música já é parte de algo maior. Quando conecta as almas.
Porque sempre haverá o que se falar. Mas é preciso escutar.
A música.
À música.
------------------------------------------------------------------------------------------------
Passos
Todas as caixas estão desligadas
É madrugada, e ouço o passo calmo dos carros lá longe
Não dá pra acreditar que haja tanta pressa
O pior já aconteceu
As belas musas também se sentem péssimas às vezes
(set 07)
É madrugada, e ouço o passo calmo dos carros lá longe
Não dá pra acreditar que haja tanta pressa
O pior já aconteceu
As belas musas também se sentem péssimas às vezes
(set 07)
Quinta-feira, 12 de Junho de 2008
Má-Fé
Borboletas de semi-repouso
Favelas cubistas
Que tanto brilham aos artistas
Faroestes Neo-nazistas
Violeta Matrix das sambistas
Eu te perco no profundo do amor e da preguiça
Antropofágico sabor da Tropicália
A MTV das migalhas. E da fé.
Becos, não nuvens
Ecológicos verdes Dólares
São dentes onde não há navalha
Que não são plantas, que não são índios
Mas num underground dos trópicos
Sacodem todo preconceito de cor e de classe
Decolo para o voô numa singela vista
O equivoco desigual da realidade que não está na revista
Minha Vênus é Iemanjá num colorido de capoeira
Filho do Rio, subo ao palco imerso na maré
Me desligo, me enveneno
Mundo complexo, multi-impressionante
Que dói, que rasga
Me distraio o olhar...
E fui arremessado
Onde fui parar?
O futuro é a porta do meu quarto
Favelas cubistas
Que tanto brilham aos artistas
Faroestes Neo-nazistas
Violeta Matrix das sambistas
Eu te perco no profundo do amor e da preguiça
Antropofágico sabor da Tropicália
A MTV das migalhas. E da fé.
Becos, não nuvens
Ecológicos verdes Dólares
São dentes onde não há navalha
Que não são plantas, que não são índios
Mas num underground dos trópicos
Sacodem todo preconceito de cor e de classe
Decolo para o voô numa singela vista
O equivoco desigual da realidade que não está na revista
Minha Vênus é Iemanjá num colorido de capoeira
Filho do Rio, subo ao palco imerso na maré
Me desligo, me enveneno
Mundo complexo, multi-impressionante
Que dói, que rasga
Me distraio o olhar...
E fui arremessado
Onde fui parar?
O futuro é a porta do meu quarto
Quinta-feira, 5 de Junho de 2008
Ondas
Mesmo o meio-dia não lhe parou a idéia
Cansado, com tênis sujos e rasgados
Escalando as sombras do bairro
Chão e pé. Pés e Belisco. Sola
Colorir sempre teve um gosto de luz
Gosto-broto. Que brota, que não se contém
Que se tem e retém
Elas não podem esperar
Sinta que o vento sopra e o sol queima a pele
No que brota do mar esse gosto em um vácuo de oxigênio
Começa o mar
Tchááá...
Cansado, com tênis sujos e rasgados
Escalando as sombras do bairro
Chão e pé. Pés e Belisco. Sola
Colorir sempre teve um gosto de luz
Gosto-broto. Que brota, que não se contém
Que se tem e retém
Elas não podem esperar
Sinta que o vento sopra e o sol queima a pele
No que brota do mar esse gosto em um vácuo de oxigênio
Começa o mar
Tchááá...
Sol amarelo da civilização
Estamos há milhas e a muitos anos luz distantes da "civilização"
Os pés... descalços... felizes na leveza do ar que lhes proporciono
Estamos atrás do que virá amanhã
Hoje o mundo pirou.
A vida é oprimida no ocidente
De olho nas revoluções das páginas dos livros
Buscando beleza no olhar dos antigos anti-heróis
É sabendo que nosso destino é a realidade
O que pode provocar uma profunda ilusão
E tanto quanto uma desilusão às futuras crianças
Dádiva
Povos do mundo, miscigenais-vos!
Os pés... descalços... felizes na leveza do ar que lhes proporciono
Estamos atrás do que virá amanhã
Hoje o mundo pirou.
A vida é oprimida no ocidente
De olho nas revoluções das páginas dos livros
Buscando beleza no olhar dos antigos anti-heróis
É sabendo que nosso destino é a realidade
O que pode provocar uma profunda ilusão
E tanto quanto uma desilusão às futuras crianças
Dádiva
Povos do mundo, miscigenais-vos!
Viver como Bob Marley
Viver como Bob Marley
Escrever a noite no escuro
Acordar
E ver que usou um lápis branco
Só cérebro
Se lembrar, lembrou
Senão, quem sabe?
Nada a acrescentar...
A revolução não é una
São lagartos saindo das bocas das pessoas
Ou como fazem poucos
Viver a vida como Bob Marley!
Se puder...
Se.
Em direção à luz do dia
Encerrar uma discussão com uma música
Isso é passar a vida como Bob Marley!
É só ir e viver
Cada um tem sua música
Cada um tem seu refrão
Não um, mas vários
Tudo passa quando se ouve a marcha das formigas
É como quando
Coisas pequenas tem mais valor
Ou você pode escolher viver comendo ração
Não, não como Bob Marley!
(06/06/2006)
Escrever a noite no escuro
Acordar
E ver que usou um lápis branco
Só cérebro
Se lembrar, lembrou
Senão, quem sabe?
Nada a acrescentar...
A revolução não é una
São lagartos saindo das bocas das pessoas
Ou como fazem poucos
Viver a vida como Bob Marley!
Se puder...
Se.
Em direção à luz do dia
Encerrar uma discussão com uma música
Isso é passar a vida como Bob Marley!
É só ir e viver
Cada um tem sua música
Cada um tem seu refrão
Não um, mas vários
Tudo passa quando se ouve a marcha das formigas
É como quando
Coisas pequenas tem mais valor
Ou você pode escolher viver comendo ração
Não, não como Bob Marley!
(06/06/2006)
Domingo, 1 de Junho de 2008
Tempos (27/05/08)
Tempos de ser menino
Vivo sabor em bocas frescas
Sussuro em cada lágrima cristalina
Pensamentos azuis de amar uma menina
Em queda livre pelos erros da vida
Cores de tintas nas camisas
No rosto de múltiplas etnias
Frio na espinha, noites em florestas surreais
Em barcos, metrôs, no chão, na roda, no avião
Vou pela dança nessa vida para qualquer lugar no futuro adiante
Por guerras ou em camas de hospitais
Feitas de areia
Não há impossível
O que há são esquinas desertas
Escolhas diárias para um mesmo destino
Seguirá voando esse menino-passarinho
Vivo sabor em bocas frescas
Sussuro em cada lágrima cristalina
Pensamentos azuis de amar uma menina
Em queda livre pelos erros da vida
Cores de tintas nas camisas
No rosto de múltiplas etnias
Frio na espinha, noites em florestas surreais
Em barcos, metrôs, no chão, na roda, no avião
Vou pela dança nessa vida para qualquer lugar no futuro adiante
Por guerras ou em camas de hospitais
Feitas de areia
Não há impossível
O que há são esquinas desertas
Escolhas diárias para um mesmo destino
Seguirá voando esse menino-passarinho
Sábado, 31 de Maio de 2008
Imperfeito
Olhos, lindos olhos
Sujos de sono
De sujas noites,por sujas amigas
Sujos abrigos, sujas matizes
O som que vem da sua boca suja, da sua língua
Da sua pequena maneira de ser deusa
Da sua vontade de ser abraçada
E de ser todas as estrelas do universo
Vontade de ser má e de ter vaidade
Vontade de ver fumaça e de ver claridade
De ser escrava e dona da cidade
E seu umbigo imperfeito
É perfeito
É perfeito...
Sujos de sono
De sujas noites,por sujas amigas
Sujos abrigos, sujas matizes
O som que vem da sua boca suja, da sua língua
Da sua pequena maneira de ser deusa
Da sua vontade de ser abraçada
E de ser todas as estrelas do universo
Vontade de ser má e de ter vaidade
Vontade de ver fumaça e de ver claridade
De ser escrava e dona da cidade
E seu umbigo imperfeito
É perfeito
É perfeito...
Exílio
Quando penso em você
Só penso em loira
Em lábios
Em luz
Em sorriso lindo
Em seu olhar colorido
Em seu redor
Em meu delírio
Em seu calor
Em meu exílio
E no sabor do seu pescoço
Meu vício
Em sua viva linda cor
Eu caio
Eu piso
Na sua chance de dor
Te levo, corro o risco
Abre a boca e beija
Que meu beijo é seu
Saiba disso
(04/2007)
Só penso em loira
Em lábios
Em luz
Em sorriso lindo
Em seu olhar colorido
Em seu redor
Em meu delírio
Em seu calor
Em meu exílio
E no sabor do seu pescoço
Meu vício
Em sua viva linda cor
Eu caio
Eu piso
Na sua chance de dor
Te levo, corro o risco
Abre a boca e beija
Que meu beijo é seu
Saiba disso
(04/2007)
Sexta-feira, 30 de Maio de 2008
Maioridade - Cazuza
Maioridade
Agora eu sei quanto cresci
Já acredito no meu caminho
Se até agora tô vivo
É que deve ser verdade
Vejo a cidade da minha janela
Debruçado nos meus erros
Extravagantes e comuns
Me guio sem razão
À casa de um homem
Ao coração de uma mulher
Mas meu amor não é ficção
Agora eu sei,nem contramão
Agora eu sei
Que cresci
Junto com os meus pecados
E aprendi como eles são engraçados
Eu já vivi de tudo um pouco
Mas tô esperando um truque novo
Que me largue caindo
Do alto de um abismo
O tempo vai dizer
Se o que espero me interessa
Seu eu levo a vida
Ou se é ela que me leva
Agora eu sei quanto cresci
Já acredito no meu caminho
Se até agora tô vivo
É que deve ser verdade
Vejo a cidade da minha janela
Debruçado nos meus erros
Extravagantes e comuns
Me guio sem razão
À casa de um homem
Ao coração de uma mulher
Mas meu amor não é ficção
Agora eu sei,nem contramão
Agora eu sei
Que cresci
Junto com os meus pecados
E aprendi como eles são engraçados
Eu já vivi de tudo um pouco
Mas tô esperando um truque novo
Que me largue caindo
Do alto de um abismo
O tempo vai dizer
Se o que espero me interessa
Seu eu levo a vida
Ou se é ela que me leva
Quarta-feira, 28 de Maio de 2008
Eu Acho
Maldito seja o tempo
Que não se conjuga no feminino
Que era pra eu domina-lo
Maldito do maculino que é o tempo macho
Que é um Deus perdido
Sem razão de existir, existe
Que não precisa de nós para temê-lo e ama-lo
Eu acho...!
Que não se conjuga no feminino
Que era pra eu domina-lo
Maldito do maculino que é o tempo macho
Que é um Deus perdido
Sem razão de existir, existe
Que não precisa de nós para temê-lo e ama-lo
Eu acho...!
Soneto de Aniversário - Vinícus de Moraes
Passem-se dias, horas, meses, anos
Amadureçam as ilusões da vida
Prossigo ela sempre dividida
Entre compensações e desenganos
Faça a carne mais envilecida
Diminuam os bens, cresçam os danos
Vença o ideal de andar caminhos planos
Melhor que levar tudo de vencida
Queira-se antes ventura que aventura
À medida que a tempora embranquece
E fica tenra a fibra que era dura
E eu te direi: amiga minha, esquece...
Que grande é esse amor meu de criatura
Que vê envelhecer e não envelhece
Amadureçam as ilusões da vida
Prossigo ela sempre dividida
Entre compensações e desenganos
Faça a carne mais envilecida
Diminuam os bens, cresçam os danos
Vença o ideal de andar caminhos planos
Melhor que levar tudo de vencida
Queira-se antes ventura que aventura
À medida que a tempora embranquece
E fica tenra a fibra que era dura
E eu te direi: amiga minha, esquece...
Que grande é esse amor meu de criatura
Que vê envelhecer e não envelhece
Quarta-feira, 14 de Maio de 2008
Lógico
Amigos vos digo
O mundo está por se acabar
A dança de que não mais preciso
O dinheiro e o CO2 vão ser engolidos
Os dinossauros terão companhia
O paraíso volta a ser o velho convento das bruxas
A bossa nova e o punk rock se amam de última hora
Cada caixa de cérebros na Terra terá uma última visão
Ah que preguiça...
Deixem-me ser o pouco de Macunaíma que tenho em mim
Só não quero olhares assustados, da grande putaria que chamam Brasil
Mais um carnaval de lama
Cada vez mais apaixonado pela vida, cada vez mais cético
Cada vez mais pobre... onde outros diriam nobre
Perdê-la não foi metade dos problemas que tive
Amigos vos digo
Mulheres vão e vem
Planetas vão e vem
O que valhe ter um, o outro ou ambos
Se mais lindo que tudo é sofrer e chorar por amor
O mundo está por se acabar
A dança de que não mais preciso
O dinheiro e o CO2 vão ser engolidos
Os dinossauros terão companhia
O paraíso volta a ser o velho convento das bruxas
A bossa nova e o punk rock se amam de última hora
Cada caixa de cérebros na Terra terá uma última visão
Ah que preguiça...
Deixem-me ser o pouco de Macunaíma que tenho em mim
Só não quero olhares assustados, da grande putaria que chamam Brasil
Mais um carnaval de lama
Cada vez mais apaixonado pela vida, cada vez mais cético
Cada vez mais pobre... onde outros diriam nobre
Perdê-la não foi metade dos problemas que tive
Amigos vos digo
Mulheres vão e vem
Planetas vão e vem
O que valhe ter um, o outro ou ambos
Se mais lindo que tudo é sofrer e chorar por amor
Sábado, 10 de Maio de 2008
Amanhã
Já dormes
Já vives pura num sonho qualquer
Vives num desejo novo todo frescor
Vais acabar num dia que julgas inatingível
Entre as paredes de uma cidade que não se desmacha da história
Entre dois dias de um tempo passado de em mim ter se jogado
Agora acordo em meio a noite pensando
O que faremos com os longos 7 anos de tempo a se preencher
Eu os vivi, eu os entreguei, eu os borrei, eu amei
Um tanto viajei, um tanto morri
Enquanto você... estava em um lugar que não aqui
Não este mundo não neste tempo...
Carga de textos e letras que trocamos
Técnologia que nos uniu em diferentes planos
Sua adolescência que eu lhe furto em beijos de encantos
Minha injusta experiência, proibida e que vivo disfarçando
Em um dia tudo mudou, de desconhecida a nova vida
De um branco brasileiro que vive entre praias que nunca se acabam
Uma pequena flor ainda desperdiçando seu nascimento
Cheia de flores no cabelo, um corpo cheio de sonhos e uma gama de conchas do mar pra lhe enfeitar
Os dias são momentos que, juro, nunca pude imaginar
Que não pretendi vivenciar
Que não esperava me entregar, pra alguem tão menina em suas escolhas
Mas tão linda em suas desatenções
Foi o que me despertou mais fascínio
Me perdendo por essa trilha sem volta
Como um inocente menino
Que não quer voltar e por isso teima em se deixar machucar
Que sabe que só assim se pode achar o sabor da vida
Que a menina que agora ele espera é um presentinho que ele não sabia desejar
Vai achando que ela é só parte de uma nuvem num todo de um céu
Mas por isso mesmo vai embora num navio sem volta
Numa série de erros já conhecidos
Como postar um poema sem ser lido
Como confiar demais no próprio umbigo
Sem nunca voltar, sem nunca se preocupar, sem nunca apagar
Sem nunca mencionar qualquer amor já vivido
Já vives pura num sonho qualquer
Vives num desejo novo todo frescor
Vais acabar num dia que julgas inatingível
Entre as paredes de uma cidade que não se desmacha da história
Entre dois dias de um tempo passado de em mim ter se jogado
Agora acordo em meio a noite pensando
O que faremos com os longos 7 anos de tempo a se preencher
Eu os vivi, eu os entreguei, eu os borrei, eu amei
Um tanto viajei, um tanto morri
Enquanto você... estava em um lugar que não aqui
Não este mundo não neste tempo...
Carga de textos e letras que trocamos
Técnologia que nos uniu em diferentes planos
Sua adolescência que eu lhe furto em beijos de encantos
Minha injusta experiência, proibida e que vivo disfarçando
Em um dia tudo mudou, de desconhecida a nova vida
De um branco brasileiro que vive entre praias que nunca se acabam
Uma pequena flor ainda desperdiçando seu nascimento
Cheia de flores no cabelo, um corpo cheio de sonhos e uma gama de conchas do mar pra lhe enfeitar
Os dias são momentos que, juro, nunca pude imaginar
Que não pretendi vivenciar
Que não esperava me entregar, pra alguem tão menina em suas escolhas
Mas tão linda em suas desatenções
Foi o que me despertou mais fascínio
Me perdendo por essa trilha sem volta
Como um inocente menino
Que não quer voltar e por isso teima em se deixar machucar
Que sabe que só assim se pode achar o sabor da vida
Que a menina que agora ele espera é um presentinho que ele não sabia desejar
Vai achando que ela é só parte de uma nuvem num todo de um céu
Mas por isso mesmo vai embora num navio sem volta
Numa série de erros já conhecidos
Como postar um poema sem ser lido
Como confiar demais no próprio umbigo
Sem nunca voltar, sem nunca se preocupar, sem nunca apagar
Sem nunca mencionar qualquer amor já vivido
Sexta-feira, 9 de Maio de 2008
ba(ta)ta (para a batata)
Do(ente)ce sabor
A(mar)go mar
Go(zo)mo bom
Fr(ase)uta leve
P(ão)enso abstrato
Vo(lta)gal diária
Pe(lado)rdido natural
Mu(sica)lher toda
Mo(ver)da tempo
Qu(inze)ente você
An(os)dar deixar
Pe(rceber)gar talvez
L(ivrar)amber muito
Que(brar)rer lhe
A(mar)go mar
Go(zo)mo bom
Fr(ase)uta leve
P(ão)enso abstrato
Vo(lta)gal diária
Pe(lado)rdido natural
Mu(sica)lher toda
Mo(ver)da tempo
Qu(inze)ente você
An(os)dar deixar
Pe(rceber)gar talvez
L(ivrar)amber muito
Que(brar)rer lhe
Quarta-feira, 7 de Maio de 2008
Equipe Kamikaze
Durante toda a gincana não existe uma figura tão importante para nossa equipe como nosso mascote, o Papa Léguas, escolhido por ser uma figura alegre, esperta, com uma alma infantil, disposta a brincar e a acima de tudo não deixar que nunca fiquemos desanimados e desesperançosos.
É com muita alegria que podemos dizer que essa figura nunca irá nos abandonar, independente de quem a encarne, de quem de vida a aquele que da vida a nossa equipe. Agradecemos eternamente a você que durante todo esse tempo já desceu dos mais diversos aviões.
Já pulou, já brincou, já dançou, já riu, já gritou e já rasgou biombos, e este ano permaneceu todas 24 horas dessa loucura que é a história da Equipe Kamikaze.
Toda garra, toda força de cada um de nós está em seus movimentos, em cada um de seus momentos. Ele nos guiou por todos caminhos, nos inspirou e vai nos levar cada vez mais alto e mais longe. No sonho de cada jovem kamikaze, de cada turista que nos vê como loucos por essas ruas de pedras, pelas madrugadas desertas, na chuva, no sol, estamos sempre como os verdadeiros suicídas kamikazes...
Que até o último segundo mantém em vista seu desejo, que busca a vitória custe o que custar. Com imperfeições dignas de aprendizes, que a cada 24 horas de um dia único como esse nos tornamos irmãos, aprendemos a ser paratyenses como outros nunca serão. Pois não há como viver dias como vivemos,sem não nos tornar diferentes e especiais. Uma equipe monstruosa como um enxame amarelo, que estará sempre flutuando pelas pedras e sem dúvida, sempre e cada vez mais amando estar aqui, ser de Paraty, e de uma forma única, extrema, feliz e delirante: SER KAMIKAZE!!!
Teo/Fernando
Meu agradecimento especial a cada pessoa que integrou essa família desde nossas primeiras gincanas ao longo de todos esses anos. Cada um de você é especial. Obrigado.
É com muita alegria que podemos dizer que essa figura nunca irá nos abandonar, independente de quem a encarne, de quem de vida a aquele que da vida a nossa equipe. Agradecemos eternamente a você que durante todo esse tempo já desceu dos mais diversos aviões.
Já pulou, já brincou, já dançou, já riu, já gritou e já rasgou biombos, e este ano permaneceu todas 24 horas dessa loucura que é a história da Equipe Kamikaze.
Toda garra, toda força de cada um de nós está em seus movimentos, em cada um de seus momentos. Ele nos guiou por todos caminhos, nos inspirou e vai nos levar cada vez mais alto e mais longe. No sonho de cada jovem kamikaze, de cada turista que nos vê como loucos por essas ruas de pedras, pelas madrugadas desertas, na chuva, no sol, estamos sempre como os verdadeiros suicídas kamikazes...
Que até o último segundo mantém em vista seu desejo, que busca a vitória custe o que custar. Com imperfeições dignas de aprendizes, que a cada 24 horas de um dia único como esse nos tornamos irmãos, aprendemos a ser paratyenses como outros nunca serão. Pois não há como viver dias como vivemos,sem não nos tornar diferentes e especiais. Uma equipe monstruosa como um enxame amarelo, que estará sempre flutuando pelas pedras e sem dúvida, sempre e cada vez mais amando estar aqui, ser de Paraty, e de uma forma única, extrema, feliz e delirante: SER KAMIKAZE!!!
Teo/Fernando
Meu agradecimento especial a cada pessoa que integrou essa família desde nossas primeiras gincanas ao longo de todos esses anos. Cada um de você é especial. Obrigado.
Quinta-feira, 1 de Maio de 2008
Pavor Antártico (para o amanhecer em ipanema)
Vasto novo céu de mais um dia
Penso na Antártida
Branca... Vazia...
Inteiro continente de gelo
Mas meu pavor
É pela sua ginga seu samba
Seus olhos de mulher
Seu cheiro e o cio de seus cabelos
Como o vôo da abelha para o mel
Eu vivo por sua voz em seus orgasmos
O suor entre nós
Mas não me explique que tens um novo vício
Te vejo em novos bares perdidos
Em derrotas
És a magra e bela filha do disperdício
No calmo silêncio poético de Paraty ainda estarei
Em busca de manhãs sintéticas
Que me respondam o que você foi
Uma valsa de olhos fechados
Gravidade e peso enamorados
Velório de olhos velados
Uma menina um menino sufocados
O ditador e a rabelde apaixonados
A adrenalida na boca do viciado
Me escute
Desta vida é meu último recado
Das dores a pior
A de não ser lembrado
Dos amores
O maior
E pelo qual
Ter me matado
Penso na Antártida
Branca... Vazia...
Inteiro continente de gelo
Mas meu pavor
É pela sua ginga seu samba
Seus olhos de mulher
Seu cheiro e o cio de seus cabelos
Como o vôo da abelha para o mel
Eu vivo por sua voz em seus orgasmos
O suor entre nós
Mas não me explique que tens um novo vício
Te vejo em novos bares perdidos
Em derrotas
És a magra e bela filha do disperdício
No calmo silêncio poético de Paraty ainda estarei
Em busca de manhãs sintéticas
Que me respondam o que você foi
Uma valsa de olhos fechados
Gravidade e peso enamorados
Velório de olhos velados
Uma menina um menino sufocados
O ditador e a rabelde apaixonados
A adrenalida na boca do viciado
Me escute
Desta vida é meu último recado
Das dores a pior
A de não ser lembrado
Dos amores
O maior
E pelo qual
Ter me matado
Quarta-feira, 30 de Abril de 2008
Para Sereia
Queria ser um músico para te dedicar melodias apaixonadas
Ou um escritor consagrado para te homenagear com livros de amor
Quem sabe um ator ou dançarino para te encantar simplesmente
Se pudesse seria um anjo belo e perfeito e estaria em você em seus sonhos
Se pudesse queria ser o seu novo amigo, sua nova vizinha, seria seu travesseiro
Quem sabe uma roupa que você goste muito pra ter o seu cheiro, beijar seu ombro
Ou um garoto bobo qualquer, desses que se conhece num fim de noite no último dia de carnaval
Queria ser seu, pra te dar aos goles meus beijos e sugar seus olhares no escuro
Ou um escritor consagrado para te homenagear com livros de amor
Quem sabe um ator ou dançarino para te encantar simplesmente
Se pudesse seria um anjo belo e perfeito e estaria em você em seus sonhos
Se pudesse queria ser o seu novo amigo, sua nova vizinha, seria seu travesseiro
Quem sabe uma roupa que você goste muito pra ter o seu cheiro, beijar seu ombro
Ou um garoto bobo qualquer, desses que se conhece num fim de noite no último dia de carnaval
Queria ser seu, pra te dar aos goles meus beijos e sugar seus olhares no escuro
Fina Flor (para Jerilee)
Pele clara cor da brancura da manhã
Fingindo-se tímida, pequena e singela
Rosa, roxa, vermelha fina flor
Um jeito único uma coisa que é tão dela
Revoada de sorrisos entre nós
Na cidade tão fria
Onde guardei a noite e dormi de dia
Onde te achei entre tantos cinzas de alquimia
Confissões de menino e menina
Dois pássaros de mundos diferentes
Você aprendendo a me entender na rotina
E eu suas fórmulas inteligentes
Ele...
Ela...
Alturas de São Paulo
E o chão de mar do Rio
Oposta beleza
Banho de calor
Brisa no frio
Curiosidade estranha que atrai
Eles brigaram
Riram
Se entenderam
Se dividiram
Hoje vivem essas crianças
Cada uma sob o sol de suas cidades
Com seus amigos e amores
Dividem ainda o querer bem
O querer infinito de uma amizade
Dois aprendizes de um mundo sem piedade
Nosso tempo foi pequeno
Foi brevidade
Mas meus amigos levo para a eternidade
De mãos dadas por tanta felicidade
Não havendo mais espaço
Para essa saudade
Fingindo-se tímida, pequena e singela
Rosa, roxa, vermelha fina flor
Um jeito único uma coisa que é tão dela
Revoada de sorrisos entre nós
Na cidade tão fria
Onde guardei a noite e dormi de dia
Onde te achei entre tantos cinzas de alquimia
Confissões de menino e menina
Dois pássaros de mundos diferentes
Você aprendendo a me entender na rotina
E eu suas fórmulas inteligentes
Ele...
Ela...
Alturas de São Paulo
E o chão de mar do Rio
Oposta beleza
Banho de calor
Brisa no frio
Curiosidade estranha que atrai
Eles brigaram
Riram
Se entenderam
Se dividiram
Hoje vivem essas crianças
Cada uma sob o sol de suas cidades
Com seus amigos e amores
Dividem ainda o querer bem
O querer infinito de uma amizade
Dois aprendizes de um mundo sem piedade
Nosso tempo foi pequeno
Foi brevidade
Mas meus amigos levo para a eternidade
De mãos dadas por tanta felicidade
Não havendo mais espaço
Para essa saudade
Domingo, 27 de Abril de 2008
The Good_The Bad_The Ugly
Pain for Van Gogh and his ears
Paint for William Sheakspeare and his pencil
No ending horizonts to James Dean's roads
A peacefull room to Allan Poe's rest
Collorfull flowers in Luther King's graveyard
Furious vulcans in Adolf Hitller's hell
An island for Titanic
Water for Troy's Horse
The pray of a Kamikaze's last day
Honest and pure love to old Prostitutes
The rich capitalism to Gandhi
The flavor of a Amazonical Rain
Eletrified Boys dieing in old world's dance floor's
The Christmas in Haiti and it's empty childs hand's
A quiet Baby Sitter suicide in a frozzen lake
All this is what I fell eating light
Cause I love more than I hate you
Paint for William Sheakspeare and his pencil
No ending horizonts to James Dean's roads
A peacefull room to Allan Poe's rest
Collorfull flowers in Luther King's graveyard
Furious vulcans in Adolf Hitller's hell
An island for Titanic
Water for Troy's Horse
The pray of a Kamikaze's last day
Honest and pure love to old Prostitutes
The rich capitalism to Gandhi
The flavor of a Amazonical Rain
Eletrified Boys dieing in old world's dance floor's
The Christmas in Haiti and it's empty childs hand's
A quiet Baby Sitter suicide in a frozzen lake
All this is what I fell eating light
Cause I love more than I hate you
Walk Side (para Olivia)
I wanna flote above your eyes
To penetrate you by your blood
Wanna be a send in your hair
A black spot in your white face
Say my name say that you wanna...
Be addicted in my libs
Just like I'am in yours
Drink me...
Like a child drinks his chocolat
Fairy you are the waves
So I'm the ocean
I don´t have a "happy end" plan for us
But believe I'm in my way home desperede
To talk to you
Waiting to see you spelling me your strange wishes
I'm on my basement sleeping with you
In the dark side of my day
In the adorable part of the love I would say
To penetrate you by your blood
Wanna be a send in your hair
A black spot in your white face
Say my name say that you wanna...
Be addicted in my libs
Just like I'am in yours
Drink me...
Like a child drinks his chocolat
Fairy you are the waves
So I'm the ocean
I don´t have a "happy end" plan for us
But believe I'm in my way home desperede
To talk to you
Waiting to see you spelling me your strange wishes
I'm on my basement sleeping with you
In the dark side of my day
In the adorable part of the love I would say
Wake For Me (para Olivia)
In a empty moment
I was
My life give me another spin on the clock
She can´t see my world cause
The issues for we both is a real ocean
That´s not a excusse
What is art for me for her it is not
Two different life styles
Measureds in kilometer and in miles
I really don´t care if you'll not gonna be my wife
Be my best friend
Be my mirror
Be my error
Be my mortal mistake
Be my penguine scapee
Be a language that nobody speaks
Be my american virus
And I'll be your brazilian desire
I'll keep your m's in my mouth
Like a piercing fancy and cute
Just like a pink star
That shines for me overseas
In the misterious north hemisferious
Briliant like a guava
Sweet like a pearl
What kind of crazy people we are
Who talks about of missing umbrelas
For me it's just the beggining
Of a impossible love
A blind history for two young kids
In the same cruel globe across the universe
I was
My life give me another spin on the clock
She can´t see my world cause
The issues for we both is a real ocean
That´s not a excusse
What is art for me for her it is not
Two different life styles
Measureds in kilometer and in miles
I really don´t care if you'll not gonna be my wife
Be my best friend
Be my mirror
Be my error
Be my mortal mistake
Be my penguine scapee
Be a language that nobody speaks
Be my american virus
And I'll be your brazilian desire
I'll keep your m's in my mouth
Like a piercing fancy and cute
Just like a pink star
That shines for me overseas
In the misterious north hemisferious
Briliant like a guava
Sweet like a pearl
What kind of crazy people we are
Who talks about of missing umbrelas
For me it's just the beggining
Of a impossible love
A blind history for two young kids
In the same cruel globe across the universe
Quinta-feira, 24 de Abril de 2008
Bed In Bad Out
Don´t blame the shame
The gray field is your last view
Pray for the dirty religion of yours
Try to get in a better place
Cause the rats will drink your spirit
Like a baby dropped on the floor
Like the feeling of being forgotten
You'll never do it again
Sorry for the trouble
But I have to dial the magic number
And listen to woman calling me in the deathbed
Oh... I lost my mind again
The gray field is your last view
Pray for the dirty religion of yours
Try to get in a better place
Cause the rats will drink your spirit
Like a baby dropped on the floor
Like the feeling of being forgotten
You'll never do it again
Sorry for the trouble
But I have to dial the magic number
And listen to woman calling me in the deathbed
Oh... I lost my mind again
Cinza
Preciso me concentrar
Mas minha mão trêmula...
Preciso me aliviar
Minha visão tênue
Tenho que me segurar vivo, minha chance de me acabar
Me escute antes que a vida me chute
Antes que uma nuvem mude
Ainda sou uma criança...
Que mentira sou um bandido da minha própria imagem
Sou um doente esquecido num quarto de mofos e destroços
Não sou arte
Não sou paisagem
Preciso de um alívio, um amigo...
Sou um velho sem dinheiro
Que todos desprezam pois não entendem
Que todos riem pois são maus com seus segredos
Quem é podre fede de longe
Eu te vejo com meus olhos amarelos secos
Só quero me comprimir até a morte
Com medo do mundo que só me ensinou a não saber viver
Te odeio mundo dos humanos
Te amaldiçoo porque fui um infeliz
Passei frio
E aos seus belos filhos você deu o Sol nos verões
A mim...
O desespero de morar num cemitério de emoções
Sou um pouco de cada desgraçado
Que traz à lua o lado feio das mentiras
Me deixem apodrecer vivo de olhos abertos
Pois a arte me irrita
A poesia me da falta de paz
Eu só queria colorir a vida
Mas vou voltar ao pó
Como o pó deve ser
Um preto nublado de um branco que nada contém
Que é a cor de quem não existe mais
Mas minha mão trêmula...
Preciso me aliviar
Minha visão tênue
Tenho que me segurar vivo, minha chance de me acabar
Me escute antes que a vida me chute
Antes que uma nuvem mude
Ainda sou uma criança...
Que mentira sou um bandido da minha própria imagem
Sou um doente esquecido num quarto de mofos e destroços
Não sou arte
Não sou paisagem
Preciso de um alívio, um amigo...
Sou um velho sem dinheiro
Que todos desprezam pois não entendem
Que todos riem pois são maus com seus segredos
Quem é podre fede de longe
Eu te vejo com meus olhos amarelos secos
Só quero me comprimir até a morte
Com medo do mundo que só me ensinou a não saber viver
Te odeio mundo dos humanos
Te amaldiçoo porque fui um infeliz
Passei frio
E aos seus belos filhos você deu o Sol nos verões
A mim...
O desespero de morar num cemitério de emoções
Sou um pouco de cada desgraçado
Que traz à lua o lado feio das mentiras
Me deixem apodrecer vivo de olhos abertos
Pois a arte me irrita
A poesia me da falta de paz
Eu só queria colorir a vida
Mas vou voltar ao pó
Como o pó deve ser
Um preto nublado de um branco que nada contém
Que é a cor de quem não existe mais
A Lava & A Neve
Quando se sabe
Do inevitável azar
Em pedaços se descontrói
Minha nova vida
Murchou como uma flor
Mas o amor não se paga
Você ama o amor e o amor te lava
Leve como neve te lava como lava
Me leve
Me pegue
O futuro cuidará de nós
Seríamos reticências
Seríamos até uma nota muda
Como seres humanos imortais
O tempo nos escutando detrás das portas
O chão se levantou de vez
E você está morta
Me explique
A paz
Do inevitável azar
Em pedaços se descontrói
Minha nova vida
Murchou como uma flor
Mas o amor não se paga
Você ama o amor e o amor te lava
Leve como neve te lava como lava
Me leve
Me pegue
O futuro cuidará de nós
Seríamos reticências
Seríamos até uma nota muda
Como seres humanos imortais
O tempo nos escutando detrás das portas
O chão se levantou de vez
E você está morta
Me explique
A paz
Terça-feira, 22 de Abril de 2008
Pairando No Ar (num dia de terremoto)
Não há momento
O dia que passa é em forma de silêncio
A vida e o tempo
seguindo seus rumos é o que fere
Não é uma questão de desejo ou nostalgia
São caminhos e descaminhos
que completam o que sou
A moça de ontem não se levanta
Depois do amor na grama
Desfez-se do sopro de vida
E me deixou só
Para em desespero nas boas lembranças
Me lembrar em voz, em choro baixinho
Do último olhar da minha vida
As coisas estão paradas
Mas tudo morrendo
De certa forma
Inexplicável e bonita
Porque infinita
O dia que passa é em forma de silêncio
A vida e o tempo
seguindo seus rumos é o que fere
Não é uma questão de desejo ou nostalgia
São caminhos e descaminhos
que completam o que sou
A moça de ontem não se levanta
Depois do amor na grama
Desfez-se do sopro de vida
E me deixou só
Para em desespero nas boas lembranças
Me lembrar em voz, em choro baixinho
Do último olhar da minha vida
As coisas estão paradas
Mas tudo morrendo
De certa forma
Inexplicável e bonita
Porque infinita
Quinta-feira, 17 de Abril de 2008
Casca
Pérola
Krishna
Somero
Cosmopolitan
Goiaba
Hare
Saluton
Sun-Set
O idioma não diz o que o som canta
A palavra se completa com o fonema
Línguas não dizem nada sem as bocas
Uma poesia pode ser grande ainda que vazia
Krishna
Somero
Cosmopolitan
Goiaba
Hare
Saluton
Sun-Set
O idioma não diz o que o som canta
A palavra se completa com o fonema
Línguas não dizem nada sem as bocas
Uma poesia pode ser grande ainda que vazia
Caminho
Que em silêncio
Que em um Domingo
Que da mesma forma
Que o tempo nasça
Que morreria
Que eu voltaria
Que eu beberia
Que o que for que quisesse
Que nem fogo e nem calor
Que você derretesse
Que por mim morresse
Que eu não possa assim dizer-te
Que caminho será este
Que te espero ali na frente
Que em cima da ponte a gente tente
Que dali nada mais ninguém sente
Que é o amor que já veio de repente
Que o beijo é um fim e um fim da angústia da mente
Que em um Domingo
Que da mesma forma
Que o tempo nasça
Que morreria
Que eu voltaria
Que eu beberia
Que o que for que quisesse
Que nem fogo e nem calor
Que você derretesse
Que por mim morresse
Que eu não possa assim dizer-te
Que caminho será este
Que te espero ali na frente
Que em cima da ponte a gente tente
Que dali nada mais ninguém sente
Que é o amor que já veio de repente
Que o beijo é um fim e um fim da angústia da mente
Segunda-feira, 7 de Abril de 2008
Aos Demônios do Mundo e a Você
Se de alguma forma pudesse me ver, Nelson numa peça escreveria:
"Com passos lentos e cansado trancou a porta. Deitou-se em sua cama e com o olhar triste tirou as botas. E procurou dentro de si a explicação para o sentimento vazio que ele agora entendia que tinha pelas pessoas. E acima de tudo, por si mesmo, por ter errado.
E em em razão disso ter destruído tudo que havia de alegria e de verdadeiro em sua vida."
De alguma outra forma pudesse ser Vinicíus num poema, de tantos :
"Calado do amor que me destrói
Procuro a dor
Virei dormir em profunda adimiração
Pelo sentimento que perdi
Não mais penso, só me fecho
Hei de amargar em solidão
Perdido, eu e não a vida
Perdida, a cor de seus olhos imortais
Na eternidade como um menino chorarei
Sabendo pouco e insuficientemente, da forma que te amei."
Mas não menos belo seria se fosse Cazuza no alto cantando:
"Sou covarde, sou meretriz. No meu canto vejo arte, o que te falta é ser atriz
Se me entrego eu não me nego. Não sou chiclete que se cuspa
Quero sua saliva e que me engula
Sem dor não se vive baby, mas amar mesmo é pra poucos
Só por diversão é com uns e outros."
Mas nenhum deles e nem ninguém vai ver
Eu no meu quarto
Escrevendo
Pensando em gênios do mundo
Os grandes demônios da poesia
Ardendo em febre por você
Não és Virgínia, a do Negro de Nelson
Nem a Garota, a de Ipanema de Vinícius
Não és também Bete, a do Balanço de Cazuza
Mas és tão magestosa quanto todas elas
E contrariando as leis da física seremos dois corpos ocupando um mesmo espaço
Serás minha fêmea quando serei seu macho... (diria o pornográfico)
Serás dos meus olhos o olhar e do teu cabelo serei seu cacho... (diria o saravá)
Serás meu azul codinome e serei seu amarelo beija-flor... (diria o exagerado)
Serei eu o amor
Teo / Fe
"Com passos lentos e cansado trancou a porta. Deitou-se em sua cama e com o olhar triste tirou as botas. E procurou dentro de si a explicação para o sentimento vazio que ele agora entendia que tinha pelas pessoas. E acima de tudo, por si mesmo, por ter errado.
E em em razão disso ter destruído tudo que havia de alegria e de verdadeiro em sua vida."
De alguma outra forma pudesse ser Vinicíus num poema, de tantos :
"Calado do amor que me destrói
Procuro a dor
Virei dormir em profunda adimiração
Pelo sentimento que perdi
Não mais penso, só me fecho
Hei de amargar em solidão
Perdido, eu e não a vida
Perdida, a cor de seus olhos imortais
Na eternidade como um menino chorarei
Sabendo pouco e insuficientemente, da forma que te amei."
Mas não menos belo seria se fosse Cazuza no alto cantando:
"Sou covarde, sou meretriz. No meu canto vejo arte, o que te falta é ser atriz
Se me entrego eu não me nego. Não sou chiclete que se cuspa
Quero sua saliva e que me engula
Sem dor não se vive baby, mas amar mesmo é pra poucos
Só por diversão é com uns e outros."
Mas nenhum deles e nem ninguém vai ver
Eu no meu quarto
Escrevendo
Pensando em gênios do mundo
Os grandes demônios da poesia
Ardendo em febre por você
Não és Virgínia, a do Negro de Nelson
Nem a Garota, a de Ipanema de Vinícius
Não és também Bete, a do Balanço de Cazuza
Mas és tão magestosa quanto todas elas
E contrariando as leis da física seremos dois corpos ocupando um mesmo espaço
Serás minha fêmea quando serei seu macho... (diria o pornográfico)
Serás dos meus olhos o olhar e do teu cabelo serei seu cacho... (diria o saravá)
Serás meu azul codinome e serei seu amarelo beija-flor... (diria o exagerado)
Serei eu o amor
Teo / Fe
Hálito de Banana (2007)
Na medida em que me levantava da cama
E ainda sentia seu hálito de banana
Percorria com os olhos seus cabelos compridos
O proletário Sol ainda se fazia frio
Minhas pernas pediam o doce café que já eu escutava sua doce mãe passar na cozinha...
Aquela mãe gorda... aquela mãe gorda, gostosa de abraçar.
Aquela gorda que eu também amava.Muito. Como se fosse minha magra mãe , que me fazia um Amargo café.
A água fria que jogo na cara me diz: ande logo rapaz, já é hora, corra... corra ...
Foi o tempo de eu te olhar mais uma vez.
Da sala bebo num gole o café, te olhando fixamente pela porta do quarto entreaberta
É a visão que eu queria ter para o resto do dia.
Na boca o gosto de café me diz: corra bobo rapaz, assim você fica pra trás; corra...
Meu tempo acabou.
Agora em pé espero o ônibus, emudecido pela apressada rotina , sabendo que é uma questão de Tempo, para que logo aquela bela visão..., logo logo no meio dessa fumaça, novamente, aquela Bela visão...
Morra.
Assim que meu ônibus chegar
Assim que sua nuvem de fumaça me disser: corra...
E ainda sentia seu hálito de banana
Percorria com os olhos seus cabelos compridos
O proletário Sol ainda se fazia frio
Minhas pernas pediam o doce café que já eu escutava sua doce mãe passar na cozinha...
Aquela mãe gorda... aquela mãe gorda, gostosa de abraçar.
Aquela gorda que eu também amava.Muito. Como se fosse minha magra mãe , que me fazia um Amargo café.
A água fria que jogo na cara me diz: ande logo rapaz, já é hora, corra... corra ...
Foi o tempo de eu te olhar mais uma vez.
Da sala bebo num gole o café, te olhando fixamente pela porta do quarto entreaberta
É a visão que eu queria ter para o resto do dia.
Na boca o gosto de café me diz: corra bobo rapaz, assim você fica pra trás; corra...
Meu tempo acabou.
Agora em pé espero o ônibus, emudecido pela apressada rotina , sabendo que é uma questão de Tempo, para que logo aquela bela visão..., logo logo no meio dessa fumaça, novamente, aquela Bela visão...
Morra.
Assim que meu ônibus chegar
Assim que sua nuvem de fumaça me disser: corra...
O Feio Preconceito (2007)
Imperfeito
Por um estreito desajeito
Um meio sem recheio
O veio do preconceito
A cara, a grana, vale o sujeito
Macho, branco, rico bate no peito
Preto, pobre, gay sobra de escanteio
Porque se coloca tanto freio?
Porque se divide o mundo ao meio?
De pensar nisso fico de saco cheio.
Em mudanças, não sei se creio.
Pois, dois pássaros na mão é um erro feio
Quero morar de onde você veio
Quero me livrar do seu e-mail
Quero você, sua bunda e seu seio.
Por um estreito desajeito
Um meio sem recheio
O veio do preconceito
A cara, a grana, vale o sujeito
Macho, branco, rico bate no peito
Preto, pobre, gay sobra de escanteio
Porque se coloca tanto freio?
Porque se divide o mundo ao meio?
De pensar nisso fico de saco cheio.
Em mudanças, não sei se creio.
Pois, dois pássaros na mão é um erro feio
Quero morar de onde você veio
Quero me livrar do seu e-mail
Quero você, sua bunda e seu seio.
Terça-feira, 1 de Abril de 2008
Pra Sempre O Carnaval Acabou
Se a nossa geração não deu certo
Não deram certo a Beat e a Hippie
Não deu certo rezar
Também não vai dar certo recomeçar
Se isso te aterroriza eu fico e me sento com você no escuro
Se somos parte de uma raça humana perdida
As Guerras Mundiais e Ipanema vão entender se você chorar
Me amargo em meu espanto, quieto
Por sua espera pela Paz que só demora
Me aperto e não entendo, uma flor como você, sendo pisada, como pode
É o fim dos tempo em São Paulo, é a lírica de Caetano pelo ralo
Vivemos pouco nossas vidas, pois nossas vidas, amada, foram vendidas e escravizadas
Nunca desista, o fundo do mar no aguarda calmo e só
Até lá seguirei aos seus pés, pois te amar é a única maneira de me livrar
Da solidão que percebi que todos, um dia vamos deixar
Não deram certo a Beat e a Hippie
Não deu certo rezar
Também não vai dar certo recomeçar
Se isso te aterroriza eu fico e me sento com você no escuro
Se somos parte de uma raça humana perdida
As Guerras Mundiais e Ipanema vão entender se você chorar
Me amargo em meu espanto, quieto
Por sua espera pela Paz que só demora
Me aperto e não entendo, uma flor como você, sendo pisada, como pode
É o fim dos tempo em São Paulo, é a lírica de Caetano pelo ralo
Vivemos pouco nossas vidas, pois nossas vidas, amada, foram vendidas e escravizadas
Nunca desista, o fundo do mar no aguarda calmo e só
Até lá seguirei aos seus pés, pois te amar é a única maneira de me livrar
Da solidão que percebi que todos, um dia vamos deixar
Segunda-feira, 31 de Março de 2008
Do Lado de Dentro
Nem minhas palavras nem minhas letras
Vão fazer o seu querer me amar
Mas sua vida minha fada, quero amar
Seja imperfeita ou seja infeliz
Nesse dia que nem nasceu quero te pegar
Abraçar seu sono
Te deixar dormir
Tudo isso porque amo
E o amor nos deixa de uma forma sem explicação
É algo que me deixa fraco, mas me faz forte
Algo que me canto ao ouvido e me cala sem perigo
É te imaginar o dia inteiro vestida de noiva
É beber teu sorriso
É me derramar em seu umbigo
O amor é um abrigo
E é o amor um amigo
Mas ele também é inimigo, porque o amor mata e gosta disso
Essa lágrima gelada vai pra algum lugar
Vai parar em meu queixo
Ela vai secar. É o vento.
Mas quieto e por você, meu amor em forma de carinho, vai chamar
Vão fazer o seu querer me amar
Mas sua vida minha fada, quero amar
Seja imperfeita ou seja infeliz
Nesse dia que nem nasceu quero te pegar
Abraçar seu sono
Te deixar dormir
Tudo isso porque amo
E o amor nos deixa de uma forma sem explicação
É algo que me deixa fraco, mas me faz forte
Algo que me canto ao ouvido e me cala sem perigo
É te imaginar o dia inteiro vestida de noiva
É beber teu sorriso
É me derramar em seu umbigo
O amor é um abrigo
E é o amor um amigo
Mas ele também é inimigo, porque o amor mata e gosta disso
Essa lágrima gelada vai pra algum lugar
Vai parar em meu queixo
Ela vai secar. É o vento.
Mas quieto e por você, meu amor em forma de carinho, vai chamar
O Preto Moacir
O que vem de arte, vem e vem de Moacir
Vem do perfil do traço certo, da natureza do que é simples
Simples e genial como só a arte pode ser
do preto Moacir e sua cor das tintas
Sua cara feliz, que é mais feliz ainda em seu mundo de expressões
Assombrando de si mesmo
no espelho e na sombra da feiura que não mata o tímido Moacir
Você vive com o suor de seu rosto
"Naquele tempo de outros anos atras, tem vez que... Esqueci."
Tipo uma fumaça, tipo um garrancho
Se vê é verdade, porque ta vendo
ta vendo o Moacir
(insipirado no filme: Moacir - Arte Bruta)
Vem do perfil do traço certo, da natureza do que é simples
Simples e genial como só a arte pode ser
do preto Moacir e sua cor das tintas
Sua cara feliz, que é mais feliz ainda em seu mundo de expressões
Assombrando de si mesmo
no espelho e na sombra da feiura que não mata o tímido Moacir
Você vive com o suor de seu rosto
"Naquele tempo de outros anos atras, tem vez que... Esqueci."
Tipo uma fumaça, tipo um garrancho
Se vê é verdade, porque ta vendo
ta vendo o Moacir
(insipirado no filme: Moacir - Arte Bruta)
Sem Teorias
Querer você é como querer a lua
Que me olha com amores todas as noites
No canto no escuro
Mas foge e se esconde
Me desespero com essa ausência
Você foi feita pra dominar meu mundo sem sentido
Sem explicações
Não me venha com teorias e respostas que não vou querer saber
A lua mais uma vez sumiu
Diz que só saiu
Mas como você é inalcançável
És a mulher escolhida para escolher a minha vida
Vou te mostrar que mesmo no lado escuro do mundo
Pode-se amar
Mesmo sendo deixado
E mesmo que ninguém te escolha
Que me olha com amores todas as noites
No canto no escuro
Mas foge e se esconde
Me desespero com essa ausência
Você foi feita pra dominar meu mundo sem sentido
Sem explicações
Não me venha com teorias e respostas que não vou querer saber
A lua mais uma vez sumiu
Diz que só saiu
Mas como você é inalcançável
És a mulher escolhida para escolher a minha vida
Vou te mostrar que mesmo no lado escuro do mundo
Pode-se amar
Mesmo sendo deixado
E mesmo que ninguém te escolha
Beijo Sem Gosto
Eu me vejo, eu me beijo
Eu me quero, eu me desejo
eu me desboto, eu me protejo
é tão fácil te querer
mas não consigo te dizer
bela, eu quero viver dentro de você
quero que entenda que tudo é pra eu tomar você pra mim
como um poeta toma viciado sua overdose diária de versos sintéticos
em memórias de suicídios poéticos
nosso entardecer atômico, de onde ninguém vai levantar
o gosto de um gemido sinfônico, quando te fizer gozar
estou te esperando no futuro, num paraíso onde as plantas não morrem
te amo no silêncio do escuro, como um cego
que as cores dele fogem
Eu me quero, eu me desejo
eu me desboto, eu me protejo
é tão fácil te querer
mas não consigo te dizer
bela, eu quero viver dentro de você
quero que entenda que tudo é pra eu tomar você pra mim
como um poeta toma viciado sua overdose diária de versos sintéticos
em memórias de suicídios poéticos
nosso entardecer atômico, de onde ninguém vai levantar
o gosto de um gemido sinfônico, quando te fizer gozar
estou te esperando no futuro, num paraíso onde as plantas não morrem
te amo no silêncio do escuro, como um cego
que as cores dele fogem
Sexta-feira, 28 de Março de 2008
Dia e Noite (2004)
Dia
Noite
Dia após Dia
Noite após Noite
A cada Dia sem Noite
A Noite tem cara de Dia
Faz um Dia que eu não vejo a Noite
A cada três Noites eu vejo um Dia
A Noite é um não Dia
O Dia é o inverso da Noite
É a Noite quente
E a Noite é o Dia frio
A cada Noite é outro Dia
Para cada Dia tem uma Noite
É durante a Noite que acaba o Dia
Quando nasce o Dia não acabou a Noite
A maioria dos que chegam ao fim da Noite
Nem percebe que falta um Dia para outra Noite
Para quem vive de Dia falta mais Noite
Para quem vive a Noite falta ainda mais Noite
Noite e Dia após Dia após Noite
Dia após Dia
Noite após Noite
Dia..Noite
MAR/2004
Noite
Dia após Dia
Noite após Noite
A cada Dia sem Noite
A Noite tem cara de Dia
Faz um Dia que eu não vejo a Noite
A cada três Noites eu vejo um Dia
A Noite é um não Dia
O Dia é o inverso da Noite
É a Noite quente
E a Noite é o Dia frio
A cada Noite é outro Dia
Para cada Dia tem uma Noite
É durante a Noite que acaba o Dia
Quando nasce o Dia não acabou a Noite
A maioria dos que chegam ao fim da Noite
Nem percebe que falta um Dia para outra Noite
Para quem vive de Dia falta mais Noite
Para quem vive a Noite falta ainda mais Noite
Noite e Dia após Dia após Noite
Dia após Dia
Noite após Noite
Dia..Noite
MAR/2004
Eu e o Mar (meu reflexo)
As coisas comigo não acontecem da forma convencional
Da forma que "deveria ser", ou que pelo menos seja o normal para os outros.
O que parece uma maldição pode se tornar uma benção e o que parece vitória pode vir a me decepcionar.
Os amigos são os melhores, mas tem tantas plantas mortas pela vida que fazem qualquer um perder o tesão.
As músicas, o Brasil e suas praias são alucinantes
Mas as vezes eu me vejo em um quarto fechado, sozinho, sentado e chorando.
Quando caminho fico querendo adivinhar as pessoas que vejo, quem elas querem ser.
Mas é uma tarefa tão entediante quanto jogar joguinhos de celular
Você só faz pra passar o tempo.
Eu não gosto de elogios, porque não sei reagir a eles. Peço apenas críticas ,coisa que só os verdadeiros amigos conseguem nos dar.
A beleza é uma ilusão tanto quanto é uma convenção, um ponto comum na relatividade de Eistein, e é tão livre quanto imposta.
O significado de fé e religião eu ainda não consegui entender ,pois a maioria delas são um grupo de caras fodendo outro grupo de caras ,uns tem ouro outros petróleo e assim ficam esvaziando mentes séculos afora e querendo que os outros sejam ridículos e limitados como eles foram a vida toda.
Eu só espero ter ainda muitos anos para andar descalço em Paraty, e para ver como lá o tempo passa de uma outra forma.Para ver o mar subir... pesar
e descer.
Da forma que "deveria ser", ou que pelo menos seja o normal para os outros.
O que parece uma maldição pode se tornar uma benção e o que parece vitória pode vir a me decepcionar.
Os amigos são os melhores, mas tem tantas plantas mortas pela vida que fazem qualquer um perder o tesão.
As músicas, o Brasil e suas praias são alucinantes
Mas as vezes eu me vejo em um quarto fechado, sozinho, sentado e chorando.
Quando caminho fico querendo adivinhar as pessoas que vejo, quem elas querem ser.
Mas é uma tarefa tão entediante quanto jogar joguinhos de celular
Você só faz pra passar o tempo.
Eu não gosto de elogios, porque não sei reagir a eles. Peço apenas críticas ,coisa que só os verdadeiros amigos conseguem nos dar.
A beleza é uma ilusão tanto quanto é uma convenção, um ponto comum na relatividade de Eistein, e é tão livre quanto imposta.
O significado de fé e religião eu ainda não consegui entender ,pois a maioria delas são um grupo de caras fodendo outro grupo de caras ,uns tem ouro outros petróleo e assim ficam esvaziando mentes séculos afora e querendo que os outros sejam ridículos e limitados como eles foram a vida toda.
Eu só espero ter ainda muitos anos para andar descalço em Paraty, e para ver como lá o tempo passa de uma outra forma.Para ver o mar subir... pesar
e descer.
Quinta-feira, 27 de Março de 2008
Para Flora
O amor é sempre de todos
O amor é sempre de vários
O amor é sempre de uns com outros
O nosso amor está em cada parte
De um todo de amores em partes.
E um irmão é uma parte
E uma irmã a outra parte.
Que, de dois, tem um amor.
Um amor em duas partes
São duas faces
Que de um amor fazem parte.
O amor é sempre de vários
O amor é sempre de uns com outros
O nosso amor está em cada parte
De um todo de amores em partes.
E um irmão é uma parte
E uma irmã a outra parte.
Que, de dois, tem um amor.
Um amor em duas partes
São duas faces
Que de um amor fazem parte.
Terça-feira, 25 de Março de 2008
Um Barco Sem Vento
Amor, sei que já não pensa em mim
Sinto isso apesar de tanta distância
Sinto isso no ar pesado que me envolve
Sinto isso na tensão dos seus dedos quando lembra que me esqueceu sozinho
Nesse momento sei da certeza de não te querer
Porque não quero alguém que não me quer
Mesmo que fique mais uma parte de mim
Espero pra te ver quando estiver perto
Nas suas ruas , na sua praia, por enquanto, espero
A beleza dos teus olhos me mata
Minha pequena, tantos dias sem notícias
Um sábado passando escondidinho atrás de um céu cinza de você me esquecer
Minhas esperanças indo embora , vai pra sempre?
Escrevo para não morrer sem remar porque um barco sem vento vai a deriva para o redemoinho dos deuses... ó deusas do amor cego
Pois só faço te esperar
O mundo é muito lindo e muito lindo é o sol se pondo na linha do horizonte
Não quero beleza se meu corpo ficou vazio do seu
Sinto isso apesar de tanta distância
Sinto isso no ar pesado que me envolve
Sinto isso na tensão dos seus dedos quando lembra que me esqueceu sozinho
Nesse momento sei da certeza de não te querer
Porque não quero alguém que não me quer
Mesmo que fique mais uma parte de mim
Espero pra te ver quando estiver perto
Nas suas ruas , na sua praia, por enquanto, espero
A beleza dos teus olhos me mata
Minha pequena, tantos dias sem notícias
Um sábado passando escondidinho atrás de um céu cinza de você me esquecer
Minhas esperanças indo embora , vai pra sempre?
Escrevo para não morrer sem remar porque um barco sem vento vai a deriva para o redemoinho dos deuses... ó deusas do amor cego
Pois só faço te esperar
O mundo é muito lindo e muito lindo é o sol se pondo na linha do horizonte
Não quero beleza se meu corpo ficou vazio do seu
Pequenos Mundos
Só queria te dizer pequenas palavras
Palavras que preenchessem sua boca no café da manhã
Que você guardasse pelo dia nas ruas da rotina
Palavras que trouxessem e levassem alguém
Numa dança pela madrugada de ruas descalças
No começo do desencontro
Pequenos desejos. Meus.
Pequenos mundos feitos de fogo
Pequenas vidas, tão pequenas quanto o tempo
Que de tão forte nos deixa longe
Palavras que preenchessem sua boca no café da manhã
Que você guardasse pelo dia nas ruas da rotina
Palavras que trouxessem e levassem alguém
Numa dança pela madrugada de ruas descalças
No começo do desencontro
Pequenos desejos. Meus.
Pequenos mundos feitos de fogo
Pequenas vidas, tão pequenas quanto o tempo
Que de tão forte nos deixa longe
Segunda-feira, 24 de Março de 2008
Numa Galáxia
Sei amar, sei dançar e escrever
Entender a maravilha de estar apaixonado, entender que nado. Que nada.
Que nada é esse tão grande que você deixa em mim?
Seu corpo tão duro, desse rosto forte, desse seu jeito sujo de me querer, você é bela mas me suja.
Meu olho vai borrar sua maquiagem no último abraço
Uma das tantas despedidas,duas vidas despidas, tantas desperdiçadas idas
Não sei do mistério do universo, não sei se as almas realmente voltam a Terra
Não sei se terei outro corpo, outra chance de te procurar
Dançar é meu jeito de tentar te achar
Ontem meu irmão estava compondo em seu violão, eu estava ao lado ouvindo
A beleza inatingível que é a música de um apaixonado
A sujeira que deixa um coração que é roubado
A tristeza que flui de quem morre tentando alcançar uma ilha a nado
Existem milhares de línguas no mundo para dizer amor
Existem milhões de formas para se mostrar o puro amor
Existem músicas infinitas e poemas sagrados, existem luas e auroras
Mas nem meus amigos estão por aqui, nem o vento pra me empurrar
Aqui não há vida, só eu que nado nesse mar sem fim dos versos
A vida se estende
E vadia, você mente
Me tem ,não me larga, porque eu fiz de você minha mulher
Porque faz de mim um rei e porque comigo você é o que quer
É palavra quando quero a eterna escrita dos pequenos seres humanos
É o chão quando vou morrer de tanto dançar... isso é vida
É a fruta que eu amo morder.
É a princesa que eu vou comer, em letras, em melodias, dentro da nossa galáxia.
Entender a maravilha de estar apaixonado, entender que nado. Que nada.
Que nada é esse tão grande que você deixa em mim?
Seu corpo tão duro, desse rosto forte, desse seu jeito sujo de me querer, você é bela mas me suja.
Meu olho vai borrar sua maquiagem no último abraço
Uma das tantas despedidas,duas vidas despidas, tantas desperdiçadas idas
Não sei do mistério do universo, não sei se as almas realmente voltam a Terra
Não sei se terei outro corpo, outra chance de te procurar
Dançar é meu jeito de tentar te achar
Ontem meu irmão estava compondo em seu violão, eu estava ao lado ouvindo
A beleza inatingível que é a música de um apaixonado
A sujeira que deixa um coração que é roubado
A tristeza que flui de quem morre tentando alcançar uma ilha a nado
Existem milhares de línguas no mundo para dizer amor
Existem milhões de formas para se mostrar o puro amor
Existem músicas infinitas e poemas sagrados, existem luas e auroras
Mas nem meus amigos estão por aqui, nem o vento pra me empurrar
Aqui não há vida, só eu que nado nesse mar sem fim dos versos
A vida se estende
E vadia, você mente
Me tem ,não me larga, porque eu fiz de você minha mulher
Porque faz de mim um rei e porque comigo você é o que quer
É palavra quando quero a eterna escrita dos pequenos seres humanos
É o chão quando vou morrer de tanto dançar... isso é vida
É a fruta que eu amo morder.
É a princesa que eu vou comer, em letras, em melodias, dentro da nossa galáxia.
Pra Goa na Canoa
Na canoa, serenamente, vinda nesse flutuante
Pra Goa de canoa, só cabemos nós
Eu e você nessa boa, deitados, molhados
Me sufoco na sua voz
O sol já beija embriagado
A nuvem e a brisa, duas estrelas e um lago
Os pés entrando na água, bela canoa...
A velocidade se faz lenta
Madeira na água
Madeira e a água juntas fazem um som
És viva e luminosa minha fada
Sereia da minha existência
Amor se faz por merecimento
E por insistência
De olhar o mar que existe dentro e fora de um sonho
De me balançar com você nessa maré pra onde deus quiser
Pra Goa de canoa, só cabemos nós
Eu e você nessa boa, deitados, molhados
Me sufoco na sua voz
O sol já beija embriagado
A nuvem e a brisa, duas estrelas e um lago
Os pés entrando na água, bela canoa...
A velocidade se faz lenta
Madeira na água
Madeira e a água juntas fazem um som
És viva e luminosa minha fada
Sereia da minha existência
Amor se faz por merecimento
E por insistência
De olhar o mar que existe dentro e fora de um sonho
De me balançar com você nessa maré pra onde deus quiser
Assinar:
Postagens (Atom)
